terça-feira, 7 de agosto de 2007

Nota Negativa

Miradouro da Ribeira Funda


Bem, ao dar uma volta à nossa Ilha, fiquei espantado com o estado actual do Miradouro da Ribeira Funda.

Em primeiro lugar, uma palavra às pessoas ignorantes que andam por aí, porque este tipo de acções, infelizmente tem muitos adeptos, ou seja, no miradouro existia umas mesas, digo existia pois os "tampos", já estão em casa de algum espertalhão.

Em segundo lugar, uma palavrinha a quem devia olhar por ele, pois está com um aspecto um pouco desleixado, as pessoas para verem a Ribeira Funda, têm de se por em bicos de pé, pois as hortensias estão altinhas, e pior ainda, se por acaso o mirone perder o equilibrio devido a tal "ginástica", corre o risco de ver a ribeira mais de perto, pois protecção para as pessoas, não existe nenhuma.

Infelizmente anda por cá muita gente a dormir, e não venham com conversas, por falta de verba, pois o investimento ali, de certeza não será muito elevado, para dar o minímo de condições.......


sábado, 4 de agosto de 2007

Evidências II

As Pinturas na nossa Galeria de Arte Mundial

Das histórias mais curiosas de que se pode falar aqui no Faial, esta é sem dúvida uma delas.
Tem reconhecimento internacional, e acreditem, não há quem passe por cá com barco seu, que não continue a tradição.
Estou a falar das pinturas que primeiro começaram a ser feitas no molhe da Doca Comercial da Horta e agora cobrem literalmente toda a Marina.










E tudo parece ter começado, quando alguém se lembrou de perpetuar no paredão da Doca uma recordação da sua passagem. Depois desta vieram muitas mais, o que deu um colorido especial ao até então negro paredão. Entretanto surgiu a superstição de que os barcos que, por uma razão ou outra, não deixarem testemunho da sua presença tiveram acidentes.... assim todos os Iatistas começaram a deixar as suas marcas, com desenhos e legendas alusivas à sua embarcação.Com a construção da nova Marina em 1986, a tradição não foi esquecida, e agora temos certamente uma das marinas mais coloridas do mundo.


Acreditem são verdadeiras "OBRAS de Arte" dos velejadores que escalam as nossas águas.






fotos de Olivier Paquay e Valérie Weemaels from the catamaran 7 Seas (alguém que já passou por cá e gostou) ver Link.

O que se tem escrito V......

A ILHA DO FAIAL E O POTRAA





"A propósito do novo plano de ordenamento turístico da Região Autónoma dos Açores, designado por POTRAA, e que define muito claramente as potencialidades turísticas específicas para cada uma das Ilhas do arquipélago, verifica-se que em relação ao Faial aponta-se como vocação primeira, e a meu ver muito bem, a ligação ao mar na vertente do iatismo internacional, e num sentido mais abrangente, em tudo o que tem a ver com a exploração turística da nossa fantástica frente marítima e o seu enquadramento paisagístico.


Com a apresentação por parte do Sr. Presidente do Governo Regional do Projecto de Ordenamento para o Porto da Horta, que numa primeira análise, parece-me de excelente concepção, pois vai permitir dar um salto em frente na qualidade dos serviços a prestar na área marítima, nomeadamente com a construção de um novo porto e respectiva gare de passageiros, que permitirá também sua utilização por navios de cruzeiro.


A ampliação da marina e serviços de assistência e reparação naval, bem como a melhoria das instalações do Clube Naval da Horta, são obras que devem potenciar a atracção pelos organizadores de regatas internacionais de grande prestígio, com uma promoção bem feita pelos responsáveis locais desta área, em colaboração com o próprio Governo Regional.


Em relação à avenida marginal, seria muito importante aproveitar esta ocasião de diversas intervenções para proceder ao alargamento da via, melhorando a circulação e o estacionamento de veículos, e criar uma zona verde com quiosques e esplanadas de grande qualidade, efectuando um aterro na actual zona de quebra-mar, que ficará bem protegida com o novo molhe a construir a norte da baía, proporcionando aos habitantes locais e a todos os que nos visitam, poderem usufruir da magnífica vista para o Canal, com o Pico e São Jorge em frente, num quadro único nos Açores.


Para que tudo isto se concretize rápidamente, é necessário o empenho do Governo Regional no desenvolvimento do projecto sem mais delongas, nas suas diversas vertentes, para potenciar de uma forma inequívoca o desenvolvimento desta Ilha do triângulo, não esquecendo nunca a complementaridade destas três Ilhas, que por si só, representam um alto valor turístico, pela diversidade da sua oferta ao visitante.


Como nota final, os Faialenses aguardam com alguma ansiedade, a notícia tipo cereja em cima do bolo, que será o anúncio por parte das nossas autoridades, da concretização das obras de ampliação da pista do Aeroporto da Horta, que induziria em definitivo, um desenvolvimento acentuado desta nossa linda terra.


Esperemos que tal aconteça brevemente, apesar de todos os entraves e dificuldades que se apresentam. "





Franciso Espínola, in jornal Tribuna das Ilhas, 08/06/2007


foto de Aurélio Vieira

Surpresa

Numa votação suportada pelo Jornal Diário (online), e á pergunta: "Que Ilha dos Açores escolheria para passar férias? "
Estamos em 1º, pelo menos por enquanto, eh eh eh.
Quer votar, siga o Link: http://www.jornaldiario.com/ , está no canto inferior direito.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Evidências






O nosso Vulcão





Entre os dias 16 e 27 de Setembro de 1957 o Faial foi sacudido por cerca de 200 sismos.





A intensidade destes, nunca ultrapassou o V graus na escala de "Mercalli".


No dia 27, pelas 8 horas da manhã, começou uma erupção submarina ao largo da ponta oeste do Faial, junto dos ilhéus dos Capelinhos.




No princípio foi apenas o fervilhar da água do mar, mas a actividade foi aumentando, atingindo por vezes os jactos de cinza vulcânica 1000 metros de altura.




No dia 30 de Setembro à tarde, o vulcão começou a lançar furiosamente escórias, o fumo e o vapor de água, bastante espessos sobem na atmosfera, enquanto as escórias são lançadas em jactos a mais de 400 metros de altura. Como resultado das constantes erupções, forma-se uma ilhota a qual deram o nome de "Ilha Nova" e "Ilha do Espírito Santo".




Devido às explosões e às cinzas as pessoas em redor começaram a deixar as suas casas, acontecendo o mesmo aos faroleiros residentes no Farol dos Capelinhos.




Na noite de 6 para 7 de Outubro, o vulcão registou um dos momentos de maior intensidade, uma violenta queda de cinzas, provocou a destruição das culturas e deu origem à evacuação das populações em redor (1712 pessoas e 500 cabeças de gado).




Até 29 de Outubro a erupção continuou com violência, tendo no dia 21 ocorrido a maior explosão de todas, tendo o estrondo por ela provocado sentido em toda a Ilha.




No dia 24 de Outubro choveu lama, nos arredores do Farol e no fim do mesmo mês, a pequena Ilha começou a desaparecer.




As erupções voltaram em Novembro, surgindo outra ilhota, a terceira que se ligava ao Faial por um istmo e que no mês de Dezembro atingiu 600 metros de largura e 60 metros de altura.




Em finais de Dezembro, depois do afundimento do cone, recomeçou a actividade submarina.




Em Março os ilhéus dos Capelinhos desapareceram debaixo das cinzas, na zona do Farol e no Porto do Comprido a espessura da areia atingiu vários metros, soterrando casas e abatendo telhados.




No principio de Maio, a crise submarina estava em decréscimo, mas a partir do dia 12 começaram por toda a Ilha abalos de terra, tendo sido registados cerca de 460 abalos entre as 18 horas do dia 12 e as 12 horas do dia 14, ocorrendo com intervalos de cerca de meio minuto apenas, depois entrou em decréscimo até ao fim do mês de Junho, num total de 580 sismos.




De salientar no entanto que o terramoto da noite de 12 para 13 de Maio de 1958, arrasou as povoações da Praia do Norte e Ribeira do Cabo, tendo os outros locais mais próximos ficado parcialmente destruídos.












Ao certo foram danificadas 508 casas, tendo 504 familias ficado desalojadas, atingindo um total de 1987 pessoas.




Um dos momentos de maior temor, surgiu quando a 14 de Maio deu-se um pequena erupção na Caldeira, que fica no centro da Ilha e em caso de continuidade, praticamente punha em causa toda a segurança e integridade da Ilha do Faial.



Felizmente não trouxe grandes consequências, mas chegou a estar preparada uma grande evacuação da Ilha, tal não sucedeu.




De Junho a Outubro de 1958, prosseguiram as explosões, com emissão de correntes de lava.




Finalmente a partir de 25 de Outubro de 1958, voltou a paz à Ilha do Faial.




Uma das consequências desta erupção, foi o aumento da área da Ilha do Faial em mais 2,4 Km2 de cinzas e lava.



PS-este resumo foi elaborado com o auxilio do livro "O ANO DO VULCÃO" , publicado em 1999 sendo o seu autor o Dr. Carlos Lobão.








fotos do Dr. Luís Carlos Decq Mota

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

O que se tem escrito IV.......


A Baía de Porto Pim


"Ao ver uma reportagem da RTP-Açores em que foi afirmado pela Sra. Secretária Regional do Ambiente e Mar a possibilidade da praia de Porto Pim, vir a ser comtemplada no futuro com a bandeira azul, sinónimo da qualidade das suas águas, não podia deixar de chamar a atenção para uma série de situações que podem e devem ser melhoradas.

Partindo do principio de que só depois de concluídas as obras do saneamento básico, com o tratamento das águas residuais, é possível atingir um patamar de excelência, poderia desde já proceder-se á remoção das algas que provocam um tom esverdeado à água, que embora, como foi dito na reportagem, sendo inofensivas para a saúde pública, mostram um aspecto "sujo" e de cheiro intenso, nada agradável para os banhistas.

Da mesma maneira que deveriam ser removidas as grandes quantidades de pedras que se encontram no espaço entre marés, e que provocam um autêntico calvário no acesso à água, com o perigo de poderem causar entorses e outras lesões, quando a maré está cheia, onde deixam de ser visíveis.

Outra necessidade de grande importância é a de barrar a entrada das águas vivas, que têm causado algumas lesões, principalmente nas crianças, que podiam ser evitadas com a colocação de uma rede protectora durante a época balnear.

Há quem defenda a construção de um pontão junto à fábrica do peixe, que ajudaria a evitar a entrada de alguns dejectos, fruto do descuido e má educação ambiental das populações, por ainda não perceberem que não devem utilizar a costa como lixeira.

Foram criadas condições, e muito bem, como a asfaltagem da estrada de acesso e construção de passeios, parque de estacionamento junto à praia, um bar nas instalações da fábrica da baleia, um passadiço sobre a areia, e agora é preciso continuar a melhorar. Não é fácil encontrar uma praia com as características de Porto Pim, fruto de uma baía abrigada, e com uma envolvência magnífica.

Por isso, tudo aquilo que puder ser feito em benefício dos seus utilizadores é bem vindo, sabendo-se que não poderá ser de uma só vez, mas não deixando para amanhã o que pode ser feito hoje.

Para uma ilha que quer vingar na actividade turística não se pode descurar em tudo aquilo que a natureza nos ofereceu, e foi muito, para que se possa dizer com orgulho, a nossa terra está cada vez melhor e mais atractiva para quem nos visita, e para todos os que cá teimam em residir."


Francisco Espínola, in jornal Tribuna das Ilhas, 13/07/2007


foto de Rev

O que se tem escrito III......

CANAL



Em recente visita ao Faial, o director do Jornal "A UNIÃO", na sua coluna diária escreveu o seguinte sobre o Canal Faial - Pico:

" Estou aqui por estes dias. Num quarto do Hotel Faial que tem vista sobre uma das maiores maravilhas do mundo, o Canal. Chama-se o Canal entre o Pico e o Faial mas na verdade é o Canal entre o Atlântico Oriental do Velho Mundo e o Atlântico Ocidental do Novo Mundo; e também o Canal entre o Atlântico Norte das Pescas e o Atlântico Temperado do Turismo."



Dr. Tomás Dentinho, in jornal " A União"