quarta-feira, 5 de setembro de 2007

NATGEO

CAPELINHOS - O VULCÃO QUE MUDOU OS AÇORES




Por ocasião das comemorações dos 50 anos do Vulcão dos Capelinhos, a revista "National Geographic", publicou na edição de Setembro de 2007, uma reportagem sobre os acontecimentos de 1957/1958 e não só. Aqui ficam alguns excertos:


"Os abalos que sacudiram a Ilha do Faial há vários dias não prenunciavam nada de bom."


"A população temeu pelos seus bens, mas, como é habitual, entregou-se nas mãos de Deus e resguardou-se em súplicas misericordiosas."


"Mas mesmo quando ele deitava coisas para o ar, fumo, areia e pedras, achava que era ao mesmo tempo muito bonito. Mesmo não sendo bom para a agricultura e para as casas, tive um pouco de pena, quando me fui embora, porque não consigo mentir - as explosões eram mesmo muito bonitas, sobretudo à noite."


"Era, aliás, um sitio que conhecia muito bem, pois aquela baía, era um paraíso de fauna e flora. E costumava ir para ali pescar. Claro que quando apareceu o Vulcão, tudo isso acabou."


"A noite de 12 para 13 de Maio de 1958, contudo, corresponde a uma nova página na vida do Vulcão. Uma crise sísmica, que registou cerca de 500 abalos de maior ou menor intensidade, varreu o Faial, o que provocou um reajustamento da estrutura subterrânea do edifício vulcânico. Capelinhos atingia o seu apogeu."


"Seguiram-se grandes e luminosas explosões strombolianas como fogo-de-artifício, emissões de bombas vulcânicas e torrentes de lava escorreram pelas vertentes - um espectáculo simultaneamente sublime e dantesco, que atormentou a população."


"O aparecimento dos Capelinhos marcou profundamente a Ilha do Faial, no aspecto fisico e a população local no estado de alma."


"Hoje, o Faial, a bem da verdade, não se mostra muito diferente do que era há 50 anos. A vida pacata tão bem descrita por Vitorino Nemésio, está bem presente no espírito dos Ilhéus, mas a cidade da Horta alindou-se, a fama do "Peter" galgou fronteiras, a Marina cresceu, o Aeroporto tem ligações directas ao Continente e a rede viária está um "brinco". O que está diferente, mesmo, é o Vulcão dos Capelinhos."




in " National Geographic", número 78, Setembro 2007.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

MARINA DA HORTA

UM VERDADEIRO HOTEL FLUTUANTE


A Marina da Horta, foi inaugurada em 1986, e desde então tornou-se num verdadeiro ponto de encontro de iatistas de todo o mundo. Hoje, vamos dar a conhecer o número de entradas de embarcações de recreio desde 1986 até ao final do ano de 2006.

ANO /TOTAL DE IATES /TOTAL TRIPULANTES

1986 - 759 - 2866

1987 - 728 - 2745

1988 - 866 - 3311

1989 - 871 - 3262

1990 - 890 - 3535

1991 - 940 - 3389

1992 - 1086 - 4079

1993 - 931 - 3476

1994 - 928 - 3508

1995 - 969 - 3850

1996 - 1020 - 3756

1997 - 985 - 3693

1998 - 1111 - 4347

1999 - 1135 - 4242

2000 - 1144 - 4173

2001 - 1174 - 4171

2002 - 1118 - 3577

2003 - 1142 - 3783

2004 - 1255 - 5037

2005 - 1178 - 4193

2006 - 1252 - 4643

Os países com mais embarcações são: França, Inglaterra, U.S.A., Alemanha e Holanda.




domingo, 2 de setembro de 2007

O que se tem escrito VII...

O ALINDAMENTO DA AVENIDA MARGINAL


"Ao visitarmos durante a Semana do Mar a feira Expo-Mar na Marina da Horta, foi com muito agrado que se verificou a possibilidade de observar a maquete das obras a realizar no reordenamento do nosso porto.
A ideia que fica é que se trata de um projecto de muita qualidade, nomeadamente na operacionalidade do novo porto e gare para passageiros a construir junto à freguesia da Conceição.
Penso que irão estar criadas as condições para uma revitalização de actividade portuária, entre elas a instalação da construção e reparação naval em maior escala, aproveitando a nossa localização privilegiada no meio do atlântico, empresários locais com qualidade notável neste ramo, e a ligação ao iatismo internacional.
A reconversão do Largo Manuel de Arriaga irá valorizar toda aquela zona, nomeadamente o Hotel do Canal, zona que de momento não tem absolutamente condições nenhumas de apresentação condigna.
Mas o que me parece mais importante agora é conseguir a ligação harmoniosa entre a zona urbana e o "novo" porto, nas mais diversas vertentes.
Ao alindamento significativo da avenida marginal anunciado pelo Sr. Presidente do Governo Regional, deverá ser acrescentada a funcionalidade de uma artéria principal no escoamento do trânsito, que irá mudar por completo com a deslocação da gare de passageiros para o fim da mesma, na freguesia da Conceição, o que tem de ser muito bem estudado.
Não tenho dúvidas que é absolutamente necessário alargar em pelo menos metro e meio a dois metros a estrada existente, possibilitando uma circulação de viaturas com outra fluidez, o que não é possível fazer nas actuais circunstâncias.
Agora que quase todas as cidades açorianas já perceberam que a existência de uma marginal com qualidade valoriza e muito o tecido urbano, a Horta possui um filão turístico único, com a vista fabulosa sobre a majestosa montanha do Pico, e todo o enquadramento da nossa cidade baía, absolutamente magnífico.
É por isso que defendo a criação de um espaço verde a construir na actual zona do quebra mar existente, composta por jardins modernos e com a colocação de quiosques e esplanadas de grande qualidade, exactamente para podermos usufruir, locais e visitantes, da excelente paisagem que nos rodeia.
Se é necessário fazer um aterro por completo, ou optar por uma solução de laje de betão assente em pilares, ficando o quebra mar sob a mesma, isso é tarefa para os técnicos, tendo em conta que uma parte substancial já fica bem protegida com a criação do novo molhe a norte da baía.
Esta é uma oportunidade de ouro para realizar tal obra e que não pode ser deixada para depois, correndo-se o risco de ficar tudo em águas de bacalhau.
Tenha o Governo Regional a visão e percepção do interesse para a Região, na sua valorização turística, e estou certo que o que vier a ser feito andará por uma solução desta natureza."


Francisco Espínola, in jornal Tribuna das Ilhas, 31-08-2007

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

UM MÊS DE "VIDA"

O PRIMEIRO MÊS



Faz precisamente hoje um mês, que este blog ficou "online", confesso que ultrapassou todas as expectativas, até ao momento foi visitado 1257 vezes por pessoas de 26 Países.






Portugal lidera as visitas, mas já temos mais três ou quatro Países com números muito interessantes.
Lembramos, que estamos abertos a sugestões, críticas desde que sejam construtivas, colaborações, enfim...
Obrigado por terem passado por cá, dá-nos motivação para continuar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

RECOMENDAMOS III

UMA CASA TRADICIONAL



Situada no Parque Florestal do Capelo, retratando tempos passados, uma magnifica obra, de visita obrigatória.


No exterior, podemos admirar além da casa, o curral do porco, o poço, a eira, a retrete, uma pia de lavar roupa, tudo isto em pedra "aparelhada", e ainda uma "tolda" ou "burra" de milho, onde até tiveram o cuidado de colocar a protecção anti-ratos.


A casa, dispõe de um anexo, onde encontramos o carro de bois, os arados, a grade e mais alguns utensílios que serviam no cultivo e "amanho" das terras.


Na Atafona (rés do chão), temos numa secção os utensílios para a transformação da uva em vinho e seu armazenamento em pipas. Na outra vamos encontrar um trilho que servia para "debulhar" trigo na eira, uma pá para "aconhar", um "rodo" e uma "forquilha".


Temos também um "malho" para malhar feijão, e vários utensílios para moer ou debulhar o milho.


No andar de cima, encontramos várias divisões, lá podemos admirar: um forno e um fogão de lenha, colchões de palha e casca de milho, um engenho de fiar, cardas, capachos feitos de casca (tapetes), e diversos utensílios de uso na cozinha (alguidar, talhão, caneca, peneira, caldeirão), entre outros.


É de louvar tal iniciativa, está muito bem conseguido e dá uma ideia muito realista dos tempos passados.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Capelinhos Volcano

Our Volcano

Between the 16th and the 27th September 1957, Faial island was shaken by about 200 earthquakes.

Their intensity never surpassed level 5 of the Mercalli Scale.

On the 27th of September, at 8:00am, the submarine eruption began offshore the western part of Faial, next to the Capelinhos islets.

At first, there was only boilling seawater but the activity started to increase and the jets of volcanic ash reached sometimes an altitude of 1000 metres.

In the afternoon of the 27th September, the volcano began furiously to eject scoriae, smoke and water vapour. The smoke and water vapour, quite thick, rise in the atmosphere, while scoriae are sent at heights of more than 400 metres. As result of the constant eruptions an islet was formed and named "Ilha Nova" (New Island) and "Ilha do Espirito Santo" (Holy Spirit Island).

As consequence of the explosions and accumulation of ashes, the locals began to leave their houses. The workers of the lighthouse had also to move away.

During the night of the 6th to the 7th October, the volcano registered one of the most intense moments. A violent fall of ashes damaged the cultivated land and originated the departure of the neighbour populations (1712 persons and 500 head of cattle).

Until the 29th October the eruption continued violently. On the 21st there was the biggest explosion, which was heard on the whole island.

On the 29th October there was mud rain around the lighthouse and by the end of the month the small islet began to vanish.

The eruptions returned in November, originating a new islet, the third that would connect itself to Faial by an isthmus. In December it reached a width of 600 metres and a height of 60 metres.

By the end of December and after the sinking of the cone, the submarine eruption restarted.

In March, Capelinhos islets had disappeared under the ashes. In the area of the lighthouse and in "Porto do Comprido" (small port) the thickness of the sand reached several meters burying the houses and causing the roofs to collapse.

In the beginning of May, the submarine eruption was decreasing. Nevertheless, after the 12th May, the earthquakes started again and were felt all over the island. About 460 earthquakes were registered between 6.00pm of the 12th May and noon of the 14th May. There were pauses of half a minute only. Afterwards there was a decrease until the end of June. The total of earthquakes was of 580.

Worth of note is that the earthquake in the night of the 12th to the 13th May 1958 destroyed totally the parishes of Praia do Norte and Ribeira do Cabo. Other neighbour areas were partially destroyed.

508 houses were destroyed, 504 families lost their homes, making a total of 1987 persons without a house.

One of the most fearful moments was when on the 14th May a small eruption occured in the "Caldeira", the central crater of the island. If it had continued it would have put at risk the security and integrity of Faial.

Fortunately, there were no serious consequences but evacuation plan of the island was ready to be executed.

From June until October 1958, the explosions continued with the emission of lava flows.

Finally after the 25th October 1958, Faial Island was back in peace.

One of the consequences of this eruption was an increase in the area of the island, which grew more than 2,4 km2, formed by ashes and lava.



Note: This summary was written with the help of the book O Ano do Vulcão (the year of the volcano) published in 1999 by Dr. Carlos Lobão.

Picture by Dr. Luis Decq Mota.

Translation by S.D.

Mais um site a não perder

Património Natural dos Açores


É sempre com enorme prazer, que adicionamos mais um site de grande interesse, aos nossos favoritos, aqui no blog.
Depois do "Geocrusoe" e das "Artes da Helena", temos agora um site com muitas fotos e temas interessantes, não só do Faial, mas também das outras ilhas.

Não digo mais nada, aqui fica o link: http://helder.fotopic.net/

Recomendo uma visita, no entanto cá fica um "cheirinho" do que lá se pode admirar...