terça-feira, 11 de setembro de 2007

A NOSSA GASTRONOMIA


Os Prazeres da mesa no Faial







Aqui ficam dois mapinhas, com os Restaurantes do Faial.




Quanto aos ditos "pratos tradicionais" da Ilha, temos bons e variados.



Brevemente, vamos falar sobre eles..........




Nota: este mapa é distribuído no Faial, a quem solicita informações sobre o assunto, no entanto, segundo o que sei, trata-se de uma iniciativa de um jovem Faialense, que o fez para ajudar as pessoas. Sem dúvida, uma excelente ideia e com grande qualidade, pois o "folheto" ainda inclui os horários, as moradas, os contactos e até os dias de folga. Para este jovem os nossos sinceros parabéns.

domingo, 9 de setembro de 2007

"Comerás o Pão com o suor do teu rosto."

O Pão


O pão de que há notícia, muitos séculos antes de Cristo, terá sido um dos principais alimentos do homem, que o ingeriu à laia de papas, depois de bem triturar o cereal.


Com a evolução do tempo, o homem afastou-se do seu ambiente natural, deixando-se iludir com o gosto dos manjares mais puros.


E foi assim que passou a consumir o pão industrializado, confeccioando-o à base de farinhas muito brancas e muito peneiradas.


O pão, foi desde sempre a base da alimentação do povo Açoriano, assim, não é de estranhar que quem nos ensinou e avivou com determinismo o caminho da vida, falando-nos à sensibilidade e inteligência foi o nosso povo através de Adágios.


Teremos então segundo esses poetas de inspiração popular:


AS VIRTUDES E QUALIDADES DE UM BOM PÃO


Que são:

Nem mesa sem pão, nem exército sem capitão.


Pão caseiro satisfaz, do padeiro bem não faz.


Pão de ontem, vinho de antanho e carne do dia, dão ao homem a vida.


O pão pela cor e o vinho pelo sabor.


Come pão, bebe água e viverás vida larga.



Diz-se também que:



Casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão.



E que muitas vezes se come o pão ao cheiro da linguiça, ou seja, quando a fome é tanta, "devora-se" o pão sem conduto simplesmente com o pensamento em qualquer iguaria.



Mas este pequeno filme e respectivo texto, vai incidir sobre um determinado tipo de pão caseiro: O PÃO DE MILHO

Assim, irá dar-se a conhecer as várias fases que são necessárias para a confecção deste, acompanhando um lento e primitivo processo que vai desde o simples peneirar da farinha, até à saída do "produto final" do forno após várias horas de trabalho.


Ao confeccionar o pão dá-se o nome de cozedura.Da cozedura anterior retira-se cerca de 50 gramas de massa, a que se irá juntar farinha de milho e água formando assim o fermento que posteriormente é amassado.


Na terceira e quarta foto (filme), a Dona Isabel está a juntar a água ao fermento, e depois a farinha.Enquanto o fermento leveda, escalda-se a massa que é constituída por farinha, água a ferver e sal. (ver sequência)


Depois da massa arrefecer, junta-se o fermento e amassa-se. Nesta casa procede-se a um "ritual", que segundo a Sra. Isabel chama-se o sinal da cruz, que tem como finalidade fazer com que tudo corra bem e a massa suba.


Acende-se o forno e deixa-se arder durante um espaço de tempo que varia entre 1h30m a 2 horas.Enquanto o forno aqueceu, a massa levedou, e agora procede-se ao chamado: "puxar o brazido", ou seja, retirar as brasas do forno por meio de um rodo.


De seguida, amarra-se o varredouro, e com ele faz-se a limpeza total das cinzas existentes.


Quando o forno se encontra totalmente limpo, enche-se a massa para a tigela, esta que serve de medida para dividir de igual modo a massa por cada pão.


Antes porém de colocá-la na pá, deve-se "enfarinhar" a pá, a fim de impedir que a massa se pegue ao já referido utensílio.Coloca-se o pão no forno, aguarda-se aproximadamente meia hora e está pronto.


Assim, e após 4h30m de trabalho, aí está: O PÃO DE MILHO


Ainda hoje, apesar do pão de trigo, continua a ser um alimento muito consumido entre nós, e muito procurado por emigrantes que aqui vêm de visita.

Baseado num trabalho feito para a disciplina de "Antropologia Cultural" em 1993, e com a consulta de dois livros sobre a Gastronomia Açoriana de Augusto Gomes.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

AEROPORTO DA HORTA

PASSADO, PRESENTE E FUTURO


Fazendo uma resenha do surgimento e desenvolvimento de tão importante infra-estrutura para a ilha do Faial, podemos dizer que nasceu em Maio de 1968, com início das obras no terreno, que viriam a culminar com a sua inauguração a 24/08/1971, com a presença do então Presidente da República Almirante Américo Thomaz.

Em 15/01/1972 iniciou-se a sua utilização regular com a realização do primeiro voo programado pela SATA Air Açores.




O mais desejado salto, foi dado em 04/07/1985, com a realização do primeiro voo da TAP, com ligação directa a Lisboa, efectuado num boeing 737-200.

As condições de operacionalidade da pista de 1500 metros foram melhoradas em 1991 com a ampliação da pista para 1700 metros.

Obtém o estatuto de Aeroporto Internacional em 28/12/2000, atingindo assim um novo patamar.


Finalmente, em 24/08/2001, para corresponder ao aumento significativo do tráfego, é inaugurada a nova Aerogare, trazendo condições substancialmente melhoradas de operacionalidade e apresentação.

















Agora falta concretizar rapidamente a ampliação da pista anunciada pelo Sr. Presidente do Governo Regional, em mais de 500 metros, para possibilitar a sua utilização em voos de médio e longo curso, nomeadamente dos Estados Unidos, Canadá e Europa, sem penalizações para as aeronaves, viabilizando assim, a sua rentabilidade económica.



Seria uma grande prenda para os Faialenses, se ao comemorarem o 40º Aniversário do seu Aeroporto Internacional em 24/08/2011, pudessem inaugurar tal obra.


Pesquisa e texto de F.E., fotos A.V.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O que se tem escrito VIII

Já nas Livrarias




Dois livros de grande qualidade, um sobre "A HORTA ANTIGA", e outro sobre o "VULCÃO".





Parabéns aos seus Autores, qualquer um dos livros são excelentes.

NATGEO

CAPELINHOS - O VULCÃO QUE MUDOU OS AÇORES




Por ocasião das comemorações dos 50 anos do Vulcão dos Capelinhos, a revista "National Geographic", publicou na edição de Setembro de 2007, uma reportagem sobre os acontecimentos de 1957/1958 e não só. Aqui ficam alguns excertos:


"Os abalos que sacudiram a Ilha do Faial há vários dias não prenunciavam nada de bom."


"A população temeu pelos seus bens, mas, como é habitual, entregou-se nas mãos de Deus e resguardou-se em súplicas misericordiosas."


"Mas mesmo quando ele deitava coisas para o ar, fumo, areia e pedras, achava que era ao mesmo tempo muito bonito. Mesmo não sendo bom para a agricultura e para as casas, tive um pouco de pena, quando me fui embora, porque não consigo mentir - as explosões eram mesmo muito bonitas, sobretudo à noite."


"Era, aliás, um sitio que conhecia muito bem, pois aquela baía, era um paraíso de fauna e flora. E costumava ir para ali pescar. Claro que quando apareceu o Vulcão, tudo isso acabou."


"A noite de 12 para 13 de Maio de 1958, contudo, corresponde a uma nova página na vida do Vulcão. Uma crise sísmica, que registou cerca de 500 abalos de maior ou menor intensidade, varreu o Faial, o que provocou um reajustamento da estrutura subterrânea do edifício vulcânico. Capelinhos atingia o seu apogeu."


"Seguiram-se grandes e luminosas explosões strombolianas como fogo-de-artifício, emissões de bombas vulcânicas e torrentes de lava escorreram pelas vertentes - um espectáculo simultaneamente sublime e dantesco, que atormentou a população."


"O aparecimento dos Capelinhos marcou profundamente a Ilha do Faial, no aspecto fisico e a população local no estado de alma."


"Hoje, o Faial, a bem da verdade, não se mostra muito diferente do que era há 50 anos. A vida pacata tão bem descrita por Vitorino Nemésio, está bem presente no espírito dos Ilhéus, mas a cidade da Horta alindou-se, a fama do "Peter" galgou fronteiras, a Marina cresceu, o Aeroporto tem ligações directas ao Continente e a rede viária está um "brinco". O que está diferente, mesmo, é o Vulcão dos Capelinhos."




in " National Geographic", número 78, Setembro 2007.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

MARINA DA HORTA

UM VERDADEIRO HOTEL FLUTUANTE


A Marina da Horta, foi inaugurada em 1986, e desde então tornou-se num verdadeiro ponto de encontro de iatistas de todo o mundo. Hoje, vamos dar a conhecer o número de entradas de embarcações de recreio desde 1986 até ao final do ano de 2006.

ANO /TOTAL DE IATES /TOTAL TRIPULANTES

1986 - 759 - 2866

1987 - 728 - 2745

1988 - 866 - 3311

1989 - 871 - 3262

1990 - 890 - 3535

1991 - 940 - 3389

1992 - 1086 - 4079

1993 - 931 - 3476

1994 - 928 - 3508

1995 - 969 - 3850

1996 - 1020 - 3756

1997 - 985 - 3693

1998 - 1111 - 4347

1999 - 1135 - 4242

2000 - 1144 - 4173

2001 - 1174 - 4171

2002 - 1118 - 3577

2003 - 1142 - 3783

2004 - 1255 - 5037

2005 - 1178 - 4193

2006 - 1252 - 4643

Os países com mais embarcações são: França, Inglaterra, U.S.A., Alemanha e Holanda.




domingo, 2 de setembro de 2007

O que se tem escrito VII...

O ALINDAMENTO DA AVENIDA MARGINAL


"Ao visitarmos durante a Semana do Mar a feira Expo-Mar na Marina da Horta, foi com muito agrado que se verificou a possibilidade de observar a maquete das obras a realizar no reordenamento do nosso porto.
A ideia que fica é que se trata de um projecto de muita qualidade, nomeadamente na operacionalidade do novo porto e gare para passageiros a construir junto à freguesia da Conceição.
Penso que irão estar criadas as condições para uma revitalização de actividade portuária, entre elas a instalação da construção e reparação naval em maior escala, aproveitando a nossa localização privilegiada no meio do atlântico, empresários locais com qualidade notável neste ramo, e a ligação ao iatismo internacional.
A reconversão do Largo Manuel de Arriaga irá valorizar toda aquela zona, nomeadamente o Hotel do Canal, zona que de momento não tem absolutamente condições nenhumas de apresentação condigna.
Mas o que me parece mais importante agora é conseguir a ligação harmoniosa entre a zona urbana e o "novo" porto, nas mais diversas vertentes.
Ao alindamento significativo da avenida marginal anunciado pelo Sr. Presidente do Governo Regional, deverá ser acrescentada a funcionalidade de uma artéria principal no escoamento do trânsito, que irá mudar por completo com a deslocação da gare de passageiros para o fim da mesma, na freguesia da Conceição, o que tem de ser muito bem estudado.
Não tenho dúvidas que é absolutamente necessário alargar em pelo menos metro e meio a dois metros a estrada existente, possibilitando uma circulação de viaturas com outra fluidez, o que não é possível fazer nas actuais circunstâncias.
Agora que quase todas as cidades açorianas já perceberam que a existência de uma marginal com qualidade valoriza e muito o tecido urbano, a Horta possui um filão turístico único, com a vista fabulosa sobre a majestosa montanha do Pico, e todo o enquadramento da nossa cidade baía, absolutamente magnífico.
É por isso que defendo a criação de um espaço verde a construir na actual zona do quebra mar existente, composta por jardins modernos e com a colocação de quiosques e esplanadas de grande qualidade, exactamente para podermos usufruir, locais e visitantes, da excelente paisagem que nos rodeia.
Se é necessário fazer um aterro por completo, ou optar por uma solução de laje de betão assente em pilares, ficando o quebra mar sob a mesma, isso é tarefa para os técnicos, tendo em conta que uma parte substancial já fica bem protegida com a criação do novo molhe a norte da baía.
Esta é uma oportunidade de ouro para realizar tal obra e que não pode ser deixada para depois, correndo-se o risco de ficar tudo em águas de bacalhau.
Tenha o Governo Regional a visão e percepção do interesse para a Região, na sua valorização turística, e estou certo que o que vier a ser feito andará por uma solução desta natureza."


Francisco Espínola, in jornal Tribuna das Ilhas, 31-08-2007