quinta-feira, 13 de março de 2008

AS FILARMÓNICAS

TRADIÇÕES QUE NÃO SE PERDERAM NO TEMPO


O que seria da maior parte das festas, sem uma filarmónica?

Suas músicas, fazem parte de quase todo o tipo de festa existente nestas nove ilhas. São as procissões religiosas, os "arraiais" das festas da freguesia, do Divino Espírito Santo, etc...

Existem felizmente ainda hoje, várias na ilha do Faial, mas aqui vou mencionar só duas, uma por ser da minha freguesia, outra porque este ano comemorou uma data especial.

A "Euterpe" de Castelo Branco. Seu nome deriva da mitologia Grega, "Euterpe" era uma das nove (musas) deusas das artes e ciências. Eram filhas de Zeus e cada uma protegia uma arte ou ciência. Assim, cabia à "Euterpe" a "tutela" da música e da poesia lírica, o seu símbolo é a flauta.

"Euterpe"



Em 12 de Maio de 1912 na freguesia de Castelo Branco, nascia a "Euterpe", quase 100 anos depois continua a dignificar a sua freguesia, bem como a sua musa de inspiração, tem em funcionamento um escola musical, e é um regalo para a vista, vê-la desfilar, pois a maioria dos seus tocadores actuais são jovens, com vontade quem sabe, de não deixar perder mais uma das tradições desta terra.



1ªfoto




1946





(em anos mais recentes)

Para saber mais, visite:

http://www.euterpe.pt.vu/


Por outro lado, foi em 22 de Fevereiro de 1858, que nasceu a que é hoje considerada a filarmónica mais antiga dos Açores, a "Artista Fayalense". Recentemente comemorou 150 anos de vida, um marco histórico, sem qualquer tipo de dúvida. Também esta possui uma escola de música e igualmente conta com muita juventude nas suas fileiras de tocadores.
Para saber mais sobre esta filarmónica, visite:

http://artistafaialense.com/index.html

Para estas, e todas as demais, sinceros parabéns, quer pela sua persistência, quer por ainda hoje constituírem pólos (positivos) de atracção para a juventude.

quarta-feira, 12 de março de 2008

INSULANA - NAVIOS QUE ESCALARAM O FAIAL

AINDA SOBRE OS NAVIOS DE PASSAGEIROS



"ANGOLA" - Deslocou-se ao Faial, para vir buscar algumas famílias Faialenses, que durante dois anos foram trabalhar para Angola.




"ANGRA DO HEROÍSMO" 1966/1973




"PONTA DELGADA" - 1962/1974




"FUNCHAL" - 1961/1985




NAVIOS DE CARGA INTER ILHAS

"CORVO" - 1930/1950




"GIRÃO" - 1950/1979 (viagens para o Corvo e Flores)





"GORGULHO" - 1949/1975 (viagens para o Corvo e Flores)





NAVIOS DE CARGA DE LONGO CURSO

"TERCEIRENSE" - 1949/1969 (transporte de gado)




"SETE CIDADES"





"RIBEIRA GRANDE" - 1972/1974





"PONTA GARÇA" - 1972/1974





"MONTE BRASIL" - 1972/1974




"HORTA" - 1972/1974




"AÇORES" - 1972/1974




Penso que foram todos mencionados, mas caso falte algum que tenha operado até 1974, por favor digam alguma coisa.
Para mais informações:

terça-feira, 11 de março de 2008

EMPRESA INSULANA DE NAVEGAÇÃO

NAVIOS DE PASSAGEIROS

Hoje, a minha curiosidade foi aguçada, para um tema que nunca tinha pensado abordar aqui neste blog. E agora digo, ainda bem que me enganei no nome do navio, no post Horta Antiga. Graças ao Sr. Corvelo, não só corrigi o meu erro, como achei um tema deveras interessante. Por isso agradeço, novamente qualquer correcção, pois quando nasci, tudo isto já tinha terminado.
A Empresa Insulana de Navegação operou entre os anos de 1871-1974, e foi uma das responsáveis pelas ligações inter ilhas e com o exterior na era que precedeu a aviação e a inauguração do Aeroporto da Horta em 24 de Agosto de 1971.



VIAGENS DE LONGO CURSO
Estas viagens, terão sido feitas primeiramente por estes dois navios, e o seu destino mais frequente seria o continente Português.

LIMA - 1922/1969





CARVALHO ARAÚJO - 1930/1973



VIAGENS INTER ILHAS

Aos navios "Cedros" e "Arnel", estavam destinadas as ligações inter ilhas, mais tarde e devido naufrágio do "Arnel" em 19 de Setembro de 1958 em Santa Maria, juntou-se a essas funções o navio "Faial".


CEDROS - 1955/1973





ARNEL - 1955/1958




FAIAL - 1968/1973



E assim se quebrava o isolamento das ilhas, no próximo post, abordarei uma vez mais os navios de passageiros e as cargas.

segunda-feira, 10 de março de 2008

É NO MÍNIMO ESTRANHO



OS NOSSOS "MATOS"


Ao criar este blog, algo que tenho tentado sempre fazer, é transmitir as opiniões de quem por cá já tenha passado. Com algumas excepções, a maioria dos nossos visitantes, faz a visita tradicional á nossa ilha, talvez por desconhecimento da beleza interior destas lindas ilhas Açorianas, pois acho que o mesmo acontece um pouco por todo o arquipélago, quer por inércia dos operadores turísticos e ou taxistas. Para quem for mais aventureiro e alugar uma viatura, com certeza que vai descobrir mais qualquer coisa. Aqui fica alguns exemplos do que estou a falar, e esperem até as Hortênsias darem um ar da sua graça...








Esta mistura de tonalidades, os verdes, os azuis, as sombras, proporcionam vistas fabulosas, é um "conviver" verdadeiro com a Natureza, com os seus sons, cheiros e cores.




Resumindo, é aquilo que ainda temos de melhor, usando o tão célebre slogan: "Açores - Natureza Intacta."

domingo, 9 de março de 2008

1 FEIRA DO MEL DOS AÇORES

13 a 16 de Março de 2008



Para mais informações ou para consultar o programa:

sábado, 8 de março de 2008

HORTA ANTIGA

PRAÇA DA REPÚBLICA



PROCISSÃO NA FREGUESIA DAS ANGÚSTIAS



"LIMA" A CHEGAR AO PORTO DA HORTA




Restauro da autoria de: Carlos Medeiros

quinta-feira, 6 de março de 2008

TERÃO SIDO AS ÚLTIMAS

CALDEIRA DO FAIAL

Decorria o ano de 1998, estávamos numa linda tarde de Julho, mais propriamente no dia 5, nunca imaginámos o que nos havia de surpreender 4 dias mais tarde de madrugada.
É verdade, no dia 9 de Julho de 1998, pelas 5h19 a ilha do Faial foi violentamente sacudida por um sismo com intensidades máximas de VII e VIII graus na escala de "Mercalli".
Infelizmente a nossa Caldeira, também sofreu com isso, com alguns deslizamentos de terras, que a desfigurou da beleza patente neste clip de vídeo.

Provavelmente, estas imagens foram as últimas a ser tiradas antes de tão fatídica madrugada.
A descida ao fundo da Caldeira, demorou 57 minutos e a subida 1h10, fisicamente é muito exigente, na minha opinião mais exigente que a subida da montanha do Pico, devido aos trilhos.


Hoje em dia, já não se pode ir lá ao fundo, pois a Caldeira é considerada Reserva Natural, Sítio de Interesse Comunitário e Zona de Protecção Especial.

Esta profunda e ampla Caldeira, tem cerca de 2000 metros de diâmetro, 400 metros de profundidade e 7 Km de perímetro. Através do miradouro podemos "apreciar a aguarela viva da vegetação luxuriante que recobre as vertentes quase a pique, atapeta o seu cone vulcânico adventício e fundo onde se abre uma pequena lagoa..."
"A Caldeira é um dos refúgios da floresta de laurissilva que revestia a ilha antes do povoamento".

Tive o privilégio, de ir lá ao fundo duas vezes, e posso dizer que é fantástico, quando estamos lá, temos a verdadeira noção do quanto pequenos e frágeis somos, diante de tal grandeza.
As forças aqui envolvidas, são algo de extraordinário e a beleza do local, nem com palavras, filmes ou fotos pode ser transmitida.

citação - Guia da Ilha do Faial, da Direcção Regional de Turismo dos Açores