Pôr do Sol - Horteco (Angústias)
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Pôr do Sol - Horteco (Angústias)
Com 194 metros de comprimento e nove andares, esteve hoje no Faial durante todo o dia. É um navio de cruzeiros diferente, pois é constituído por apartamentos (300) de luxo, com proprietários fixos, ou seja, a maioria dos passageiros são donos dos apartamentos. Uns vivem no navio permanentemente, outros vão visitando o "apartamento" ao longo do ano, como se costuma dizer, uma "rica vida", enfim não está ao alcance de muitos...
Tem uma tripulação de 250 pessoas, e veio de Ponta Delgada onde esteve 3 dias nas Portas do Mar.
Note-se no filme, o reflexo das belezas naturais na óptica do visitante, a sua procura é constante, e em termos de oferta como estamos?
Na turística e famosa "volta à ilha", até há bem pouco tempo, nem era incluída uma passagem pelos interiores da ilha, também com o estado actual de alguns deles, não será de estranhar, enfim, as condições necessárias para receber bem, em alguns casos continuam a ser miragens...
Acabámos de passar por mais uma campanha política, o PORTO DA HORTA, andou na boca de todos os partidos políticos, que por aqui fizeram campanha, promessas vãs?
Só mesmo o tempo, o dirá...
Mas afinal, qual a história deste porto, o que o distingue dos outros, toda a vida fomos criticados por viver á custa de "aventureiros", da marina, etc...
Mas porque razão, agora todos querem Marinas, todos querem ser a porta de entrada do iatismo internacional?
Será que tanta critica, afinal era dor de cotovelo?
Vou transcrever algumas frases, escritas em meados do século passado, para compreendermos o porquê desta Baía, ter sido o que foi, e as suas potencialidades num futuro...
"Um grande elemento de prosperidade da ilha do Faial, aquêle que vem à cabeça do rol, foi sempre o comércio marítimo, o comércio do seu pôrto - a baía da Horta. Para isso Deus a bafejou. Cada região tem o seu motivo de vitalidade ... o Faial teve o merecimento do seu pôrto e da sua situação geográfica a torná-lo ponto de importância para as necessidades das rotas marítimas e outras. Aproveitando, pois, êsse predicado natural não faz e nunca fêz mais que aquilo que deve, como outros... Se o não fizesse seria um crime - uma parvoíce."
Com a chegada em 1809 do cônsul Americano John Dabney, o Porto da Horta começou a ser escala obrigatória, para cargas, descargas e reparações, tudo devido ao "olho" para o negócio desta personagem. No Faial, existiu a nível de reparações navais, operários especializados (calafates) do melhor que existia no País.
As épocas áureas, foram a da laranja e do vinho, passando também pelas frotas baleeiras e como base naval, para se ter uma ideia, aqui ficam alguns números:
Ano de 1856 - 327 navios
Ano de 1877 - 493 navios
Ano de 1878 - 500 navios
Ano de 1919 - 453 navios
Ano de 1920 - 576 navios
Apesar dos altos e baixos, não há nenhum porto nos Açores, que tenha a história desta Baía, será mesmo bairrismo nosso, ou cegueira de governante?
A Sra. Maria Silva dos Estados Unidos, no passado dia 13 de Setembro, ao comentar este blog, disse o seguinte: "A única festa religiosa que conheço aí no Faial, é a do Senhor Santo Cristo da Praia do Almoxarife. Gostaria muito de ver no vosso blog uma foto desta imagem ... "
Eu ainda não consegui lá chegar, mas um amigo e colaborador deste blog, foi à festa de Nossa Senhora da Graça, fez algumas fotos da festa e também da referida imagem.
Senhor Santo Cristo da Praia do Almoxarife
Fotos - Aurélio Vieira (15/08/2008)