sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

LIFE MAGAZINE

Coloca na Web, em conjunto com a Google mais de 10 milhões de fotos.

View of Atlantic and Azores (Horta) from transatlantic

Pan Am Clipper - Bernard Hoffman - 1940



The US Clipper in Horta Bay - Bernard Hoffman - 1940

Se quiser pesquisar algo, aqui fica o link para tão importante arquivo:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O QUE NOS TOCA DE VEZ EM QUANDO

O TEMPORAL DE 1986

São memórias menos bonitas, mas que também fazem parte da nossa vida.



A 15 de Fevereiro de 1986, o Faial foi atingido por um violento temporal, ventos e chuvas fortes, fizeram das suas.


Algumas das centenárias e gigantes araucárias não suportaram as fortes rajadas e causaram além de grandes sustos, prejuízos de maior vulto.




Várias freguesias ficaram sem fornecimento de energia eléctrica durante vários dias, afectando assim a vida de toda a gente. Até alguns "robustos" postes de alta tensão foram partidos devido á intensidade dos ventos.




É a recordar estes momentos, que me salta à memória um dito extraordinário, que de certa forma capta a essência deste povo ilhéu, já o mencionei neste blog, mas sempre que tenho oportunidade gosto de o mencionar, aqui fica:
"Viver nas ilhas Açorianas é uma estranha forma de vida - é ter sempre o credo na boca. Porque é o mar que se revolta, os vulcões que acordam, a lama que arrasta, a terra que treme...Seria exagero dizer que esse é o dia-a-dia dos Açorianos, claro que não é, mas escolher aquele arquipélago para lugar das nossas vidas é a certeza de que, em algum momento, se conhecerão tragédias que moram ao lado ou nos batem à porta. E, no entanto, há Açorianos a viver nos Açores.

Há Açorianos a viver nos Açores e só não o entende quem não conhece os pedaços de terra mais belos de Portugal. Os Açorianos não se cruzam com a Natureza nos manuais de ecologia: conhecem-na de olhar à volta, conhecem-lhe as iras terríveis mas dádivas também..." (Ferreira Moreno - Jornal "24 horas")




Fotos cedidas pelo Sr. Alexandre Sequeira




segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PUBLICIDADE

Hoje, venho fazer publicidade a dois trabalhos em que estou "embrenhado", um na tentativa de preservação do maior número possível de pinturas da Marina, reunidas no blog que se segue:

-----» MARINA DA HORTA

Outro, num trabalho de recolha e investigação que já envolve muita gente ( dentro e fora do país), para conseguir juntar fotos antigas e recentes de todos os navios, aviões, etc que nos tenham visitado, hoje sinceramente recomendo uma visitinha, pois foi publicado um excelente trabalho de pesquisa com fotos de submarinos americanos no porto da Horta em 1917.

Basta clicar aqui --» Hardware In Faial



Image Credits - Naval Historical Center

sábado, 29 de novembro de 2008

CLICK DA SEMANA

Estrela d'alva
Para dar a conhecer alguns locais interessantes, todas as semanas vamos ter aqui "Na Rota das Hortênsias" o click da semana, tal como em outros assuntos, pode também colaborar enviando uma bonita foto de qualquer uma das três ilhas do Triângulo. Foto de hoje, enviada pela bem conhecida Margarida Madruga, a quem agradecemos.


Terei muito gosto em publicar, identificando o seu autor ou autora.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A LENDA DA COROA REAL DOS CEDROS

"A lenda passa-se no tempo da ocupação das ilhas dos Açores pelas forças do rei D. Filipe II de Espanha, que foi D. Filipe I de Portugal. Já antes estas ilhas eram frequentemente assediadas e muitas vezes assaltadas por barcos de piratas magrebinos e corsários que vinham do mundo moçárabe, que tinham facilidade em atacar as ilhas pouco defendidas. Atacavam de surpresa, muitas vezes nos dias de nevoeiro ou a coberto da noite, outras vezes em plena luz do dia. Assaltavam, roubavam e muitas vezes levavam com eles homens da terra para trabalharem nos barcos como escravos.


Num certo dia, uma embarcação pirata comandada por um rei mouro apareceu nas costas da ilha do Faial para atacar a ilha. Mas como a embarcação foi avistada a tempo, as populações locais tiveram tempo de se preparar. Os piratas encontraram uma forte resistência e foram obrigados a fugir de forma precipitada sem conseguirem pilhar a terra.


Na fuga apressada, o rei mouro esqueceu-se da sua coroa, que tinha posto sobre um muro de pedra quando combatia. A coroa era feita de prata lavrada e enfeitada em toda a volta com lindos ramos desenhados no metal luzidio. Já longe da costa, o rei mouro apercebeu-se da falta da coroa e imediatamente se lembrou que ela tinha ficado em terra. Não querendo perder o seu símbolo de poder, resolveu voltar à ilha para a recuperar. No entanto e como não podiam voltar à ilha como piratas para não serem novamente atacados pelos locais, disfarçaram-se de marinheiros comuns.


Depois de procurar onde o rei a havia deixado, deram início a uma busca pelo resto da ilha. Perguntaram aos habitantes se tinham visto uma coroa de prata, recebendo respostas negativas. Entraram em lojas de comércio e em todos os locais onde ela eventualmente poderia estar e nada. Depois de as populações começarem a desconfiar de tão estranha procura, os piratas tiveram de partir para a sua terra no Norte de África, para nunca mais voltar.


A coroa do rei pirata tinha sido encontrada por uma mulher da localidade dos Cedros, que quando soube que andavam à procura dela, desconfiou que era os piratas e tratou de a esconder como melhor pode - levantando as saias e metendo-a numa perna, como quem enfia um anel num dedo. Aí a conservou até ter a certeza que o rei se fizera ao mar, desistindo para sempre do precioso objecto.


Mas sabendo do valor do objecto que tinha consigo, e não desejando que os seus conterrâneos soubessem que o tinha, deixou-o ficar muito tempo na perna, que ao fim de alguns dias começou a inchar e a doer. Acabou então por dizer que tinha a coroa, mas como a perna estava muito inchada, a coroa tinha ficado presa. Puxaram de um lado e puxaram do outro, tiveram de lavar a perna com água e sabão de cinza para a pele ficar mais escorregadia, mas mesmo assim a coroa não saiu.


Assim, a população não teve outra alternativa senão cortar a coroa por um lado para a poderem tirar, e depois voltaram a soldar cuidadosamente a parte cortada. O objecto ficou para a freguesia dos Cedros, onde morava a referida mulher cujo nome se desconhece. Com o passar dos anos a coroa passou a ser usada pelos locais nas festas do Divino Espírito Santo.


Esta coroa tinha 13 Centímetros de altura e continha engastada uma gema de cor da qual se ignora o verdadeiro valor. Com o passar dos anos e com medo de estragar tão simbólico e rico objecto, foi mandada fazer uma nova coroa, uma imitação da primeira que passou a ficar sempre guardada.


Actualmente a antiga coroa continua a ser guardada todos os anos em casa do mordomo da festa do Espírito Santo e pode ver-se, ainda perfeitamente, tantos anos depois, num dos lados, o lugar onde a mesma foi cortada e de novo soldada para poder sair da perna da mulher que a tinha guardado."

Fonte - Wikipédia


  • Nota - Esta coroa pertence ao Império da Praça, na freguesia dos Cedros.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

SE EU FIZESSE

Um Guia Turístico sobre o "Triângulo", estas duas fotos estavam lá, sem dúvida...

Ainda alguém tem dúvidas, de que estas três ilhas no

meio do Atlântico, são um destino de férias por

excelência???

Quem se pode gabar de ter paisagens assim?




Fotos de Margarida Madruga
(se a pintura fala por si, que dizer das fotos?)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

NEM TODAS AS TRAGÉDIAS ACABAM MAL

No passado dia 19 de Novembro de 2008, fez exactamente 14 anos, que o navio de pesca de alto mar "Viana", foi afundado ao largo da costa da freguesia da Feteira. Em cima vemos o dia em que ardeu no Porto da Horta (16 de Abril de 1994).



clique nas fotos para ampliar

Foram horas de angústia, na tentativa de dominar o enorme incêndio. Após estar controlado, ali permaneceu alguns meses, devido a processos burocráticos.





Finalmente no dia 19 de Novembro foi finalmente rebocado e afundado pelas 16h45.




Fotos cedidas pelo Sr. Alexandre Sequeira

(Bombeiro do Aeroporto da Horta, envolvido no combate ao incêndio)







Hoje passados todos estes anos, temos esta pequena maravilha, que pode ser vista no seguinte link: Página do Navio de Pesca "Viana"