sexta-feira, 9 de maio de 2008

TRÊS NAVIOS DE CRUZEIRO EM 5 DIAS

Em dia de apresentação pública através do jornal Incentivo, do novo desenho das alterações a efectuar no anterior projecto para o porto da Horta, ficam aqui algumas imagens do movimento semanal, que por si só demonstram o quanto é necessário pensar bem no que se vai fazer.

"Discovery" - foto de Fernando Duarte (Incentivo)

Em relação à construção da Doca Comercial, com inicio em 1876, costuma-se dizer que foi uma obra de grande visão futurista, atribuída a alguém que via mais para lá do que os outros, será novamente a história que irá recordar a visão ou falta dela neste novo projecto.

"Royal Princess" - foto de Fernando Duarte (Incentivo)

A titulo de brincadeira, pode-se usar um refrão de uma conhecida canção popular, apenas adaptando a outra realidade: põe o barco, tira o barco, à hora que eu quiser, que doca apertadinha, que doçura de maré, tiro cedo, ponho à noite e às vezes à tardinha, estão a tirar contentores e a carregar palhinha.

Foi o que aconteceu quinta-feira com o "Octopus" e o "Seven Seas Voyager".


"Seven Seas Voyager" - foto de Fernando Lemos (Incentivo)

"Octopus" - foto de Fernando Lemos (Incentivo)

Infelizmente, é o que acontece variadíssimas vezes neste porto, quer com navios de grande porte, quer com as embarcações de recreio que já não têm lugar na Marina.


É por estas e por outras, que a mais bela cidade-baía de Portugal, merece sem dúvida um cais de cruzeiros de grande qualidade...!

15 comentários:

Lc disse...

A titulo de curiosidade, o "Octopus" é um super iate com 126 metros, trazendo consigo 2 helicopteros, 1 embarcação de transbordo e 1 submarino com controlo remoto. O "Discovery", tem 168 mts e trouxe 529 turistas ao Faial. O "Royal Princess" tem 180 mts, partiu com destino a Lisboa e trouxe 692 visitantes à nossa ilha.

HA disse...

Concordo 100%

Isa disse...

Muy bonito. Yo también soy de puerto y me encanta ver los barcos, a más de que ya he viajado en un Ferri, aunque me marée sólo un poquito.
Lindo post y muchas gracias por tu visita a mi manantial.
Saludos :)

MentesSueltas disse...

Hermoso tu blog, volveré pronto. Agradezco tu visita.
Me disculpo por mi portugues que no es bueno.
Te abrazo.


Bonito seu blog, volte em breve. Aprecio a sua visita.
Peço desculpas pelo meu Português não é bom.
Nós abraço.

MentesSueltas, Buenos Aires

Rui Caetano disse...

Imagens fabulosas.

nile santos disse...

Olá amigo.Concordo plemamente com voce.Um abraço.nile.

Roseane, disse...

Pareceu bem apertadinho mesmo. Suas fotos são muito bonitas. De Portugal, só estive no aeroporto de Lisboa. Mas um dia quero ir aí. Bom domingo!

xistosa disse...

O "Octopus" é o mei iate, não li a descrição, como é óbvio.
Ai ... como gosto do mar!

O português tem a mentalidade e as vistas curtas, fazem-se obras que se fossem bem planeadas durariam uns anos mais e teriam outras capacidades.
Mas não adianta, o genes está infiltrado e não deixa a visão expandir-se.

Faial.Globa@l disse...

Caro Amigo Luís Humberto,
O teu blogue continua muito interessante. Permito-me destacar alguns comentários oportunos que vens fazendo. Gostei de «a mais bela cidade-baía de Portugal». Regista a patente! É feliz a denominação.
Fico com a impressão que davas um bom jornalista, pela correcç~ºao da escrita; pela perspicácia e oportunidade dos comentários e pelo sentido crítico que revelas. Ainda vens a tempo... pensa nisso!
Um abraço!
Souto

Anónimo disse...

olá de novo
parabéns pelas fotos e pelo tema.
perguntas:
- porque é que agora atracam e «dantes» ficavam fundeados?
- caso tenham dragado sabe qual a profundidade actual do porto?
- havia autocarros «decentes» (em qualidade e número) para fazer os passeios?
esta notícia leva-me a pensar quão delicado pode ser a «visão» para este «pequeno» nicho de mercado caso não haja uma sustentabilidade decente de serviços na ilha (nível de atendimento nos restaurantes, horários, autocarros, etc, etc) e como ele pode ir parar a «outras paragens» com melhor massa crítica.
faça as contas e repare, que se atracarem uns 10 navios destes num ano, qual a percentagem de passageiros que visitarão a ilha (vamos por agora esquecer o triângulo) por oposição ao total do aeroporto? pode ser (mesmo) significativo...
cumptos
amg

São disse...

Tens toda a razão.
E achei graça à adaptação da letra "pimba"...
Feliz semana.

Lc disse...

Ao amg, brevemente farei um novo post sobre esse tema, pois para comentar aqui, iria ficar muito extenso.

Lc disse...

A todos os outros, obrigado pelas visitas, comentários e opiniões.

Anónimo disse...

eu é que agradeço a sua atenção!
aproveito para dar dois inputs adicionais a este tema importante (no Funchal eles também consideram crítico a expansão do seu porto, pois já «toparam» este mercado):
- veja a foto do site da APTO http://www.portohorta.com/home.aspx e como é crítica a permanência de um porta-contentores com um paquete; num futuro, mesmo com a dita ampliação, terá de existir uma coordenação;
- sobre a «percentagem significativa» (porto vs aeroporto) eu humildemente consideraria qualquer nº entre 2 a 5% (e não falemos do poder de compra dos passageiros dos paquetes!)
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parabéns também pelo artigo do Espírito Santo. Estando em Faro, aquando das comemorações do Dia na Casa dos Açores é interessante ver uma grande percentagem das pessoas comovidas quando ouvem o «hino do Espírito Santo».
Fica o registo de um faialense «arraçado» ...
cumptos
amg

Jaiminho disse...

Bom dia!
Quanto ao Porto/Aeroporto, sem duvida que o Porto tem muita importancia em todos os aspectos, mas a sua força , importancia e necessidade não passa pelos grandes cruzeiros, mas sim pelos veleiros, mais os pequenos e médios iates a motor sem esquecer as populações do triangulo,as cargas e descargas, pescas e não menos importante , local para os Barcos de investigação do DOP poderem atracar condignamente.
Quanto ao Aeroporto, temos um outro tipo de turismo, que deixa cá mais dinheiro que os Paquetes de luxo, e continuaremos a dar o apoio de centralidade para o Pico,Flores e Corvo.(por vezes São Jorge)
Agora ,julgo que os dois iriam oferecer uma excelente complementariedade.