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terça-feira, 4 de novembro de 2008

LOGO VS IMAGEM DE MARCA

No dia 4 de Julho do corrente ano, um amigo e colaborador destes blogs, fez a seguinte pergunta:" «nesse tempo» surgiu, na minha modesta opinião, um dos logotipos mais bonitos e felizes de cidades portuguesas: trata-se da palavra «Horta» com o «T» em forma de âncora e o «a» terminava numa ondulação do mar.Agora só vejo este «logo» nas mangas dos pólos do Peter´s; a CMH parece que abdicou dele excepto na Semana do Mar.E um tipo vai aí, anda á procura de uma «T-shirt» com o dito «logo» (algo que seja realmente «Horta/Faial») e não há. Alguma razão?"



O município da Horta, ainda o usa no seu portal turístico, e nos cartazes da semana do mar, acho que se tem mantido ao longo dos anos.


cartaz 2005


cartaz 2007
O Peter, acho que continua a usar e na minha opinião faz muito bem, pois sabe explorar aquilo que mais ninguém quer explorar.
Toda a gente, fala de turismo, dos turistas gastarem pouco dinheiro nas lojas, mas vejamos:
Com excepção das lojas viradas para o whale wacthing, do Peter e da Foto Jovial, o artesanato e as ditas T-shirts que vejo por aí, sinceramente e na minha opinião não inspiram muita vontade de gastar dinheiro.
Felizmente a nossa história, tem muitos motivos de interesse para quem nos visita, mas a oferta continua a ser muito escassa, de fraca qualidade ou extremamente cara.
Casos concretos: por exemplo, o caso do Vulcão dos Capelinhos, foi publicado um livro técnico sobre o evento, algo de muito interessante mesmo, encontrá-lo nas livrarias Faialenses, bem isso é impossível...no entanto esteve à venda numa livraria em São Miguel onde rapidamente esgotou.
Outro caso, fotos antigas dos Clippers, e de outros momentos marcantes da história Faialense, estão disponíveis na Foto Jovial no formato 10x15, pela módica quantia de 2 €uros, até faz lembrar os "possíveis" passeios de charrete pela cidade a 20 €uros, bem esta gente pensa que o turista nada em dinheiro.
Enfim, voltando aos logos, acho que tudo se resume à falta de iniciativa dos comerciantes, ningúem se dá ao trabalho de criar uma T-shirt de qualidade com ele.
PS - Em jeito de brincadeira, acabo este post com a seguinte referência, será que algum dia destes, vamos encontrar por aí em alguma "Megastore Macau" as referidas T-shirts, e depois os comerciantes locais a se queixarem...

Uma Variante do Logo, muito bonita também.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

The Privilege & The Blindness

Hoje, vamos imaginar que estamos a fazer um cruzeiro, estamos a bordo do Albatros, e por volta das 7 horas da matina chegámos ao Canal.

A correr que nem loucos, fazemos o barba, ou arranjamos o cabelo, vestimos roupas confortáveis, usamos talvez o protector solar, o dia está lindo no triângulo, o Sol embora de Outono poderá pregar das suas...



Enquanto esperamos ansiosamente pela nossa lanchinha para nos levar a terra, pois por incrível que pareça, não podemos acostar...Enfim neste campo esta gente anda um pouco atrasada (tenho de confessar), damos um salto aos decks superiores para admirar as maravilhas que nos rodeiam.

Primeiro vou para o lado do Sol, a Montanha do Pico, está soberba, o espectáculo é arrebatador, nunca pensei ver algo tão majestoso na minha vida, está completamente livre de nuvens, mal posso esperar pela tarde para visitar a ilha...




Dou uma fugida para o outro lado, meu Deus, que maravilha, um autêntico presépio, o Sol está a iluminar o casario branco, que disposto em anfiteatro abre as portas da Cidade Baía mais bonita de Portugal. Estão a chamar, tenho de me apressar vou visitar o Faial, durante toda a manhã.

Todos a bordo às 13 horas.





Tenho pena que os governantes destas terras, não percebam a mina de ouro que aqui tem, estamos a chegar ao cais, está um barco de passageiros local a chegar, a confusão é tremenda, nunca vi tanta barafunda num porto de escala, é gente por todo o lado, táxis, carros estacionados por todo o sitio, que confusão...




Chegámos ao autocarro, vamos iniciar a nossa excursão na ilha do Faial, estou em pulgas, o dia está lindo, quero ver a Caldeira, o Vulcão, sei lá tudo o que houver para ver...


Chegámos da visita à ilha, foi maravilhoso, tantos contrastes, tantos verdes, paisagens deveras inesquecíveis, o dia está fabuloso, até vemos a Graciosa, São Jorge, pena o Pico estar já cheio de nuvens, mas o que vimos de manhã, vai ficar na nossa memória para sempre.

Ouvi dizer, que vão iniciar brevemente obras aqui no porto para reordenar a barafunda desta manhã, mas parece que novamente, não vão fazer grande coisa, as coisas cá no Faial, parecem que são projectadas por pessoas com falta de visão, salvo o caso da doca comercial, foi o que aconteceu com a Marina e agora pelo que sei, estão a tentar fazer o mesmo com o novo projecto.
É uma pena...


São 14 horas, após o almoço vamos partir à descoberta da ilha montanha, temos a tarde toda para a visita, hoje vai ser um dia em cheio, duas ilhas fabulosas no meio do Atlântico, cada qual com uma identidade própria...
Hoje fui um privilegiado, já devia ter vindo cá mais cedo...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

NO PORTÃOZINHO DO MAR


Hoje esteve um dia fantástico para quem nos visita, e que o digam os 542 passageiros do "Seven Seas Voyager".




A cidade da Horta, foi literalmente "invadida", havendo lugar ainda a passeios de barco ou de autocarro pela ilha.









Pela marina da Horta, o movimento começa a crescer a cada dia que passa, infelizmente devido à falta de visão dos nossos governantes, que a todo o custo tentam mudar esta consagrada rota, para outros lados, daqui a algumas semanas esta marina estará completamente lotada, enquanto se investe milhões noutros locais, para as lanchinhas de pesca e de passeio...




Voltanto ao "Seven Seas Voyager", está batido novamente o record, do maior navio que acostou ao porto comercial da Horta, com 204 metros e 9 decks, transporta 700 passageiros e tem uma tripulação constituida por 447 pessoas.




terça-feira, 8 de abril de 2008

ARTIGO DE OPINIÃO NO INCENTIVO

CIRCUITO DOS TRÊS MIRADOUROS

Na edição de hoje do jornal "Incentivo", na rubrica reflexos do quotidiano, deixamos aqui um excerto do artigo escrito pelo Dr. Rui de Jesus, que nos parece muito interessante.

"Neste multi disciplinar tema (turismo) o triângulo Monte da Guia, Monte Carneiro e Espalamaca constitui matéria mais que suficiente para criar um circuito dos três miradouros da Cidade da Horta, cada um com os seus pontos de vista e magnificas paisagens. No Monte da Guia podemos apreciar (entre outros) a baía de Porto Pim, a Caldeira Geminada, a Baía do Porto da Horta e Cidade da Horta vista de sul para norte. No Monte Carneiro, para além de ver a paisagem sobre o Vale dos Flamengos e toda a cidade da Horta com o Pico e São Jorge ao fundo. Na Espalamaca para além da vista sobre a Praia do Almoxarife, pode observar a Cidade da Horta vista de norte para sul. Julgo que o circuito dos três miradouros é uma ideia a desenvolver e a explorar (com um roteiro próprio com destaque dos principais pontos), quer pela Associação de Taxistas e Agentes de Viagens e Transportes assim como pela Câmara Municipal utilizando um mini-bus."

Isto é uma bela ideia, mas na nossa opinião falta acrescentar mais umas coisinhas. Por exemplo, que tal começar por limpar o cimo do Monte Carneiro, e criar as condições ideais para o vislumbre de tais belezas, bem como tentar zelar pela segurança e conforto de todos os potenciais visitantes, pois por enquanto aquilo de miradouro nada tem, além das vistas estarem obstruídas por um imenso matagal, as divisórias feitas com arame farpado, à existência de banheiras ferrugentas que servem de bebedouro às vaquinhas, enfim a lista é extensa...
Em segundo lugar, quando acabam com a tolice da zona militar no Monte da Guia, é sem dúvida um excelente miradouro, mas poderia ser muito melhor, pois a melhor parte está vedada. Por ser zona militar? Por ser zona onde estão instalados equipamentos da NAV, será preciso tanta distância para proteger 1 aparelho? E que tal ceder mais uns metrozinhos, só ficava bem e o visitante agradece...

Voltamos ao mesmo, tanto dinheiro se gasta nesta terra com os fogos de artificio, com os artistas de renome (que tem a assistir aos seus concertos meia dúzia de pessoas) e o essencial permanece na mesma, querem turismo, as pessoas até chegam cá, mas e as condições?
Já o disse e volto a repetir, se o Monte Carneiro, fosse noutra ilha, que Miradouro estaria lá feito, nem quero imaginar, algo do género "Portas do Céu"... lol
Assim e fazendo uso novamente das palavras do Dr. Rui de Jesus: "Faço votos para que estas letras (mal escritas) sirvam para alguma coisa."

Nós também.