Autor - Sérgio Horta
"Teve a Câmara da Horta brasão de armas por decreto assinado pelo Rei D. Luiz I, em 3 de Maio de 1865. Vou transcrever na íntegra êsse diploma, porque nêle se faz referência a um facto histórico - a influência que exerceu a ilha do Faial no triunfo da causa do constitucionalismo - que muito convém lembrar, especialmente à desmemoriada aluvião política, que nos tem governado e virá pelos tempos adiante a governar, e sempre esquiva em retribuir quem deu à Nação, numa hora difícil, o melhor do seu sangue e do seu esfôrço. Convém não deixar nunca os créditos próprios por mãos alheias."
Este texto foi escrito por Marcelino Lima na década de 30, e como parece actual...
"...hei por bem fazer mercê à cidade da Horta do título de Muito Leal, e outro sim me praz permitir, vista a informação do rei de armas de Portugal, que a mesma cidade de ora em diante possa usar da mesma forma do seguinte brasão de armas, a saber: um escudo esquartelado, tendo no primeiro quartel em campo de prata as quinas de Portugal; no segundo de campo azul o busto de prata de Sua Majestade Imperial o Senhor Dom Pedro IV, meu augusto avô de muita saudosa memória, e no contra-chefe a coroa e o cetro de ouro alusivos ao facto da sua abdicação; e no terceiro em campo azul um livro de prata tendo escrito em letras azues a data de 29 de Abril de 1826 em alusão à Carta Constitucional da monarquia; e no quarto em campo de púrpura um castelo de prata e pousado sôbre êle um açor também de prata; orla azul com a legenda em letras de ouro - D.Luiz I à mui leal cidade da Horta: coroa ducal e por timbre um braço de prata armado duma espada do mesmo metal..."
citações - Marcelino Lima (Anais do Município da Horta)

