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terça-feira, 1 de julho de 2008

VOLCANO WATCHING

NATGEO

Para quem costuma adquirir a "National Geographic", este mês junto com a edição Portuguesa, veio uma agradável surpresa, um mapa suplemento sobre a Geologia dos Açores.Realmente, vivemos num arquipélago cheio de Geomonumentos fantásticos para serem visitados, pode-se dizer que existe um pouco de tudo e para todos os gostos.

Voltando ao mapa, gostei de saber que as duas primeiras Reservas Naturais dos Açores a serem classificadas foram os dois sítios que mais gosto neste lindo arquipélago Açoriano.

"Em 1972, a Caldeira do Faial foi classificada como Reserva Natural, um primeiro esforço isolado para proteger uma paisagem geológica única, ao qual se seguiria, em 1979, a classificação da Reserva da Lagoa do Fogo, que ocupa a caldeira de um vulcão adormecido desde 1564. A partir de então, o inventário de geomonumentos do arquipélago tem crescido exponencialmente, abrangendo cada vez mais formas geológicas que, pela sua raridade ou beleza, merecem ser preservadas." Natgeo

(Caldeira do Faial)


(Lagoa do Fogo - Ilha de São Miguel)
foto Lurdes Espínola

Estão em fase emergente, várias novos tipos de turismo, sendo o Volcano Watching, um dos que "assenta" como uma luva, nos Açores. Citando mais uma vez o mapa da Natgeo, aqui nestas nove ilhas, "cada pedra tem uma história para contar."

A não perder, o Mapa, e uma visita a este lindo arquipélago.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

NATGEO

CAPELINHOS - O VULCÃO QUE MUDOU OS AÇORES




Por ocasião das comemorações dos 50 anos do Vulcão dos Capelinhos, a revista "National Geographic", publicou na edição de Setembro de 2007, uma reportagem sobre os acontecimentos de 1957/1958 e não só. Aqui ficam alguns excertos:


"Os abalos que sacudiram a Ilha do Faial há vários dias não prenunciavam nada de bom."


"A população temeu pelos seus bens, mas, como é habitual, entregou-se nas mãos de Deus e resguardou-se em súplicas misericordiosas."


"Mas mesmo quando ele deitava coisas para o ar, fumo, areia e pedras, achava que era ao mesmo tempo muito bonito. Mesmo não sendo bom para a agricultura e para as casas, tive um pouco de pena, quando me fui embora, porque não consigo mentir - as explosões eram mesmo muito bonitas, sobretudo à noite."


"Era, aliás, um sitio que conhecia muito bem, pois aquela baía, era um paraíso de fauna e flora. E costumava ir para ali pescar. Claro que quando apareceu o Vulcão, tudo isso acabou."


"A noite de 12 para 13 de Maio de 1958, contudo, corresponde a uma nova página na vida do Vulcão. Uma crise sísmica, que registou cerca de 500 abalos de maior ou menor intensidade, varreu o Faial, o que provocou um reajustamento da estrutura subterrânea do edifício vulcânico. Capelinhos atingia o seu apogeu."


"Seguiram-se grandes e luminosas explosões strombolianas como fogo-de-artifício, emissões de bombas vulcânicas e torrentes de lava escorreram pelas vertentes - um espectáculo simultaneamente sublime e dantesco, que atormentou a população."


"O aparecimento dos Capelinhos marcou profundamente a Ilha do Faial, no aspecto fisico e a população local no estado de alma."


"Hoje, o Faial, a bem da verdade, não se mostra muito diferente do que era há 50 anos. A vida pacata tão bem descrita por Vitorino Nemésio, está bem presente no espírito dos Ilhéus, mas a cidade da Horta alindou-se, a fama do "Peter" galgou fronteiras, a Marina cresceu, o Aeroporto tem ligações directas ao Continente e a rede viária está um "brinco". O que está diferente, mesmo, é o Vulcão dos Capelinhos."




in " National Geographic", número 78, Setembro 2007.