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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

MAIS DO MESMO

NÚCLEO CULTURAL DA HORTA ESTÁ COM PENA (lol)

Estavam todos os Faialenses na expectativa de saberem quais os resultados dos concursos de Presépios e Altarinhos. Voilá, quase no fim da festa, já são conhecidos.
Nos Presépios Tradicionais (6 participantes), o 1º lugar é mesmo tradicional e mais não digo...
Nos Presépios Originais (5 participantes), deu-se mais uma vez um acontecimento bizarro, devido á falta de qualidade não foi atribuído o 2º prémio. (mas isto não era para manter a tradição??????) Vejamos, foi atribuído o 1º, tudo bem. Para o 2º não havia qualidade suficiente, e foi atribuído o 3º prémio (o feliz contemplado deve estar no mínimo confuso...)
Nos altarinhos (2 participantes), novamente uma situação insólita, não havia qualidade para o 1º prémio, foi atribuído o 2º, para o 3º também não havia qualidade, isto de ser júri, tem muito que se diga, é difícil manter a tradição com argumentos tão patetas.
Moral da história, o Núcleo Cultural da Horta está com grande pena, apesar de o número de Presépios ter aumentado (terá participado - 1 o ano passado???), infelizmente os Altarinhos diminuíram (porque será???)
Por favor desapareçam de cena, já ninguém pode com isto, haver havia, apenas não participaram porque estão fartinhos destas idiotices, fazem os concursos para manter as tradições e depois vem com as tretas da qualidade, e os participantes, não reparam na qualidade do júri???????...

Há, é verdade a decisão do júri é soberana, não pode ser contestada...

sábado, 15 de dezembro de 2007

MAS AFINAL O QUE TEM OS PRESÉPIOS TRADICIONAIS DE ESPECIAL

MUITO...



Os Presépios Tradicionais Portugueses, tem como característica, a adição de costumes e tradições populares. Os Açorianos, não fogem há regra e devido a muitas horas e a muita paciência de "artistas" anónimos "armados" com simples facas, moldes de gesso ou simplesmente bocados de pano, criam verdadeiras miniaturas das vivências do povo, ao longo dos tempos. Assim a nossa identidade como povo é mantida, pois são recriados cenários, alguns já desaparecidos. È muito usual ver os olhos dos pais a brilhar, ao mostrar a seus filhos que contemplam o presépio, como: "o pai, apanhava melros, quando era pequeno" ou "brincava na rua com um rodeiro".




Não menos usual é ver, os mais idosos, recordar as suas antigas labutas nos campos, com os arados de pau, arrastas, carros de bois, etc.



    são recriadas autênticas aldeias em miniatura


    a quantidade de detalhes, chega a ser impressionante




    • actividades no campo




    a apanha dos melros com a "still"


    tosquia de ovelhas




    • calivar, sachar , trigo, milho...

    a chamarrita


    o Divino Espírito Santo e os Impérios




    as procissões





    a filarmónica






    as Igrejas





    • o fabrico do vinho



    serrar a madeira




    a eira





    os barcos que faziam as ligações Faial/Pico

    E tudo isto, se junta às figuras tradicionais desta história passada em Belém, como se tratasse de um acolhimento do Menino Jesus, no nosso meio, entre o nosso povo.

    Aqui fica, uma homenagem, a todos aqueles que teimam, em não esquecer as nossas tradições, e a todos os "artistas" que através da madeira, pano, barro ou gesso, permitem a nós todos poder admirar esta forma de arte num Presépio Tradicional Açoriano.

    PORQUE SERÁ QUE AS TRADIÇÕES SE PERDEM? - PARTE 2

    A DIVERSOS FACTORES

    1. Capitalismo desenfreado - como não podia deixar de ser, até nas tradições já faz a diferença. E digo isso, porque entrando num concurso de presépios, se conseguirmos ganhar, o 1º prémio anda há volta dos 75€, mas se optarmos por entrar no concurso de árvores de Natal o 1º prémio é só 250€. (árvores de Natal é fruto do capitalismo que se gerou á volta desta festividade, e pelos vistos é premiada por isso...)
    2. Nos concursos do Núcleo Cultural da Horta, no que respeita a presépios e altarinhos, o Júri, que teima em ser sempre o mesmo há longos anos, tem critérios no mínimo "esquisitos", geralmente ganham sempre os mesmos, e há anos em que o 1º prémio é entregue a verdadeiras "obras de arte", com as imagens maiores do que os edifícios e outras preciosidades que agora não interessa, certo é que a habilidade e a criatividade aqui pouco interessa. (se imaginassem o trabalho que dá a montar um presépio....)
    3. Para finalizar, sou totalmente contra, dar prémios monetários, neste tipo de situações, se querem fazer algo, façam publicidade, editem um livro com fotos de presépios, altarinhos, etc.... Mas será que tudo o que se faz, tem de envolver dinheiro, ao comprar as tradições, é que as vamos manter. Claro que não, e a prova disso mesmo, está à vista, o número de participantes caiu para um terço... e tende a piorar. (pena)

    segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

    quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

    VOLTANDO AO TEMA PRESÉPIOS

    CONCURSO DE PRESÉPIOS 1997

    segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

    PORQUE SERÁ QUE AS TRADIÇÕES SE PERDEM?

    • CONCURSOS, SERÁ A SOLUÇÃO?

    Com o objectivo,de recuperar as tradições, o Núcleo Cultural da Horta, promove há vários anos um concurso, que visa três áreas fundamentais:

    1. Presépios Tradicionais;
    2. Presépios Originais;
    3. Altarinhos.

    Aqui fica um resumo dos primeiros classificados em 1996, na categoria de Presépios Tradicionais.

    sábado, 1 de dezembro de 2007

    PRESÉPIOS

    UMA DAS MAIS BONITAS TRADIÇÕES PORTUGUESAS

    Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns.


    O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi, mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos.


    Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.


    Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis.

    O Presépio Tradicional Português é - ao contrário do que encontramos nos outros países - formado por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José, Virgem Maria e Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram adicionadas com vista a dar uma representação "mais portuguesa" à história da Natividade.
    Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, uma mulher com um cântaro na cabeça, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças é da Região Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.

    Fonte - Wikipédia