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quinta-feira, 9 de julho de 2009

SABIA QUE?

Em Setembro/Outubro de 2008, fomos visitados por um Mega Iate chamado ARCHIMEDES , e que no dia 12 de Janeiro de 1953 o ARCHIMEDE encalhou na Baía da Horta.
Não fique "de fora" venha conhecer a história do mítico Porto Faialense.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O QUE PODEMOS MELHORAR???

Mais um texto para ler, meditar e

comentar (lá de preferência).

Basta clicar aqui ---» HORTA - PONTO ESTRATÉGICO

*

domingo, 31 de maio de 2009

PORTOS DE CRUZEIRO E PUBLICIDADE ENGANOSA

Albatros (07/10/2006) - foto Dejalme Vargas

Numa altura em que os Açores começam a despertar para uma realidade, cada vez mais notória, que é a do incremento da procura do turismo de cruzeiro nas mais diversas partes do mundo, importa reflectir um pouco sobre esta temática, e a forma como está a ser tratada pelo poder regional.

Tendo como certeza, que a nossa posição geográfica, demasiado afastada dos mercados tradicionais dessa actividade, não nos permite sonhar em transformar a região num destino próprio, todavia, se conseguirmos colocar os Açores em escala obrigatória entre os continentes europeu e americano, já seria um grande feito.

Para tal ser uma realidade, há que criar as condições portuárias indispensáveis nos melhores portos da região.
E é exactamente aqui que surge a grande questão.

Será normal para uma região, ou mesmo país, quando realiza a sua promoção nas feiras internacionais do turismo de cruzeiro, tentar “esconder” , por assim dizer, o melhor que tem para oferecer?

Não é de todo aceitável, mas é infelizmente o que tem vindo a acontecer, concentrando essa publicidade em grande parte nas Portas do Mar em Ponta Delgada, obra emblemática não prometida, mas projectada e concluída em tempo recorde.
Mas será que alguém tem dúvidas de que a baía da Horta e seu porto, oferecem condições únicas de enquadramento paisagístico de uma beleza apreciável, não só na região mas no país como um todo, isto para não ir mais longe?

Em jeito de brincadeira “séria”, já afirmei publicamente, aquando da realização no Hotel Canal do debate sobre o futuro do Porto da Horta, de que os turistas dos barcos de cruzeiro, não necessitam de sair de bordo para ficarem maravilhados com o que vêm.
De um lado, a nossa pequena mas bela cidade presépio, e do outro, a majestosa montanha do Pico, na mais completa harmonia e beleza natural.

Ignorar esta realidade, ou é um problema de falta de vista, ou é mesmo má vontade e os superiores interesses de alguns a prevalecerem.
Em jeito de sugestão, porque não colocar um outdoor com a nossa cidade baía vista do mar junto do certame das feiras onde os Açores participam a promover essa actividade? Seria interessante verificar as reacções.

Não me parece que as autoridades regionais o queiram fazer, mas as forças locais, nomeadamente a Câmara do Comércio e Câmara Municipal, porque não o fazem?
E se nos vierem com a conversa da falta de dimensão, podemos afirmar que existem muitas ilhas com as nossas características, e que são amplamente visitadas.
Trata-se de uma questão de beleza, não de tamanho.

Ficamos à espera do desenrolar das obras de requalificação do nosso magnífico porto, rezando para que entre as diversas fases de execução previstas não surjam intervalos castradores, que nesta ilha parecem ser uma fatalidade que nos toca demasiadas vezes.
Uma coisa é certa, se não forem os faialenses a lutar pelo desenvolvimento da sua terra, de fora não virá voluntariamente grande coisa.
Veja-se o emblemático caso do aeroporto.

Horta, 31/05/09
Francisco Espínola

sábado, 30 de maio de 2009

SERÁ MESMO UMA SURPRESA

Quem anda por cá, não pode ter deixado de

reparar que a nossa Baía, tem andando

muito movimentada.

Aqui fica um link, para um excelente texto

que ajuda a explicar algumas coisas:

GLAMOUR

*

sábado, 18 de abril de 2009

COMPREI UM TESOURO

foto - Núcleo Cultural da Horta

Gosto de ler, e uma das coisas que a blogosfera exige para quem quer publicar algo de jeito, é investigar, ler, pesquisar, etc. Em boa hora descobri este livro, pequeno no tamanho, mas enorme no conteúdo. Apesar de ainda estar a meio, apenas posso dizer que tenho orgulho em ser Faialense e muita mas mesmo muita admiração por quem antes de mim andou por cá.

Tanto se fala, uns bem, outros mal, da história desta terra, mas no entanto o que fica para a história é o reconhecimento de quem por cá passa, aquilo que escrevem sobre nós e a fama de sermos um povo acolhedor, que sabe receber como ninguém, principalmente quem navegou até cá, para visitar um dos sítios mais míticos na história da navegação à vela.

Sem querer, desvendar o conteúdo do livro, pois aconselho a quem gosta desta ilha, destas gentes e da sua história, a comprar e ler. Assim, aqui fica um pequeno texto escrito em 1956 por um Senhor chamado CARLETON MITCHELL.

"Às 9.30 da noite apanhámos a luz indefinida do Farol dos Capelinhos no Faial, cinco relâmpagos rápidos de 20 em 20 segundos perfurando as trevas. À meia noite estava quase pelo través e, com a primeira luz fraca do amanhecer, avançámos lenta e silenciosamente por trás do braço protector do molhe da Horta para aí lançarmos ferro.

Enquanto o dia clareava, sentei-me no convés e olhei à volta. Estava demasiado dominado pela beleza para necessitar dormir. Raramente vi algo tão teatralmente maravilhoso.

À volta da beira mar em curva as casas da cidade, com persianas fechadas, eram de cores pastel suaves, por detrás erguiam-se enrugados afloramentos vulcânicos, enquanto que por cima de campos verdes em terraços alongados faziam coroas os moinhos.

Por cima de tudo matutavam as montanhas culminantes do Faial e Pico, envoltas em nuvens sombrias cinzentas e prateadas, que, à medida que o sol subia, gradualmente se tornavam douradas e cor de rosa. O Canal do Faial perdeu a escuridão armazenada durante a noite e ficou azul escuro.

A minha primeira impressão do Faial não mudou. Para mim é um dos lugares mágicos deste mundo, simples, puro, um lugar de paz e beleza."

Carleton Mitchell

Nota final - um excelente trabalho de recolha e selecção do Sr. João Carlos Fraga

terça-feira, 17 de março de 2009

A ÉPOCA DOS SUPER YACHTS

JÁ COMEÇOU NA CIDADE-BAÍA
MAIS BONITA DE PORTUGAL

Em primeiro plano o "Cuor di Leone"

em segundo plano o "Anneva".

Já antes tinha passado por cá o "ALUMERCIA ".

domingo, 15 de março de 2009

SABIA QUE?

O PORTO DA HORTA SEMPRE ANDOU NAS ROTAS DO MUNDO, POR ISSO NÃO É DE ESTRANHAR QUE GRANDES VULTOS DA HISTÓRIA MUNDIAL POR CÁ TENHAM PASSADO.

Temos o caso de GUILHERME MARCONI, que nos visitou em 1922 no seu iate ELETTRA .

E também o Príncipe ALBERTO DO MÓNACO, que por cá passou diversas vezes a bordo do HIRONDELLE II & PRINCESSE ALICE II .

Por isso sem mais demoras, clique nos links e veja as embarcações que os trouxeram até à HORTA, hoje e sempre O PORTO DE ABRIGO POR EXCELÊNCIA NO MEIO DO ATLÂNTICO.

domingo, 4 de janeiro de 2009

EM VÉSPERAS DE NOVAS OBRAS

É TEMPO DE RECORDAR OUTRAS...

Parque de Contentores



Fotos cedidas pelo Sr. Alexandre Sequeira





Arranjo e alargamento do Plano Inclinado



e do local de retirada das embarcações da água.




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

OBRA DO PORTO - PREPARATIVOS

Chegou no Domingo, está agora em fase de testes.



A grua que vai ser utilizada para já, na primeira fase

do reordenamento do Porto da Horta.




Tem despertado a curiosidade de muita gente, devido ao
seu tamanho.


É realmente impressionante.

Agora resta aguardar até ao inicio do ano
para ver este "monstro" a trabalhar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O PRINCIPE E O VULCÃO

Histórias de uma vida...

Numa "parceria" com a Revista da Armada, para a ilustração de um trabalho realizado pelo Sr. Luís Filipe Silva e publicado no blog Hardware In Faial , surgiu a oportunidade de contar mais esta história de grande interesse para os conteúdos históricos deste blog, são momentos da vida de pessoas que "viveram" os acontecimentos, que tanto se fala por aqui.



O nosso interlocutor, foi destacado em Março de 1957 para o Patrulha P581 ("Príncipe"), onde prestou serviço durante alguns meses, aqui vou deixar dois momentos que marcaram a vida deste homem e também a história do Faial.

O primeiro tal como a foto anterior documenta, tem a ver com a lenda da muralha do Porto da Horta:

"Também, para cumprir a tradição de todos os marinheiros que escalavam o Porto da Horta, na ilha do Faial, era imperativo que a imagem do “Príncipe” ficasse gravada, em adequada dimensão, na parede de pedra do molhe, frente à posição em que o navio estava atracado. Muitas pinturas atestavam a passagem de outras guarnições, nacionais ou estrangeiras, com os respectivos nomes e, por vezes, com esboços mais ou menos perfeitos das imagens dos respectivos navios. A imagem do nosso, navio da Armada Portuguesa, tinha que ser, sem hesitações, a melhor e mais bem pintada delas todas!"


"Recordo o salutar entusiasmo da guarnição quando a nova tarefa de “pintar o navio” lhes foi comunicada e como logo apareceram dois artistas voluntários para o trabalho. Entretanto, a exigência de fidelidade e perfeição pretendidas não se compadeciam, mesmo com a natural habilidade desses voluntários e, assim, foi adoptada uma solução mais pragmática embora menos “artística”: Eu tinha várias fotografias do “Sal”, a preto e branco, tiradas de perfil, durante as nossas saídas em comum. Tinha a bordo, como de costume, para além da minha Leica M3, o meu projector de slides. Nessa noite, á distância correcta para uma imagem de dimensões generosas, projectou-se, na parede escura do molhe, uma fotografia do “Sal”, irmão gémeo do “Príncipe”. Sendo um negativo, a imagem do navio aparecia muito luminosa no fundo escuro. Foi, assim, fácil, para os “artistas”, delinearem, com a maior exactidão, o seu perfil. Claro que depois, durante a pintura nas suas cores naturais, foi o P 581 que apareceu no mural, com a lista de toda a guarnição ao lado."


"Quando, vinte e cinco anos mais tarde, nas minhas longas permanências oficiais açorianas e frequentes visitas ás diferentes ilhas, procurei a “marca” da passagem do “Príncipe” por aquelas paragens, tive a triste desilusão de ver que, no local onde presumivelmente estaria aquela tão bem conseguida obra, não havia qualquer vestígio, porque o tempo (o mau tempo...) se encarregara de a apagar ou porque, á falta de mais espaço, outros tinham pintado por cima dela a sua própria marca. Mas não é assim a vida? "



O segundo momento, claro está, em 1957 só poderia ser o Vulcão dos Capelinhos, aqui fica alguns excertos:

"Mas, das minhas memórias desse tempo, o espectáculo que mais me impressionou, pelo que para mim teve de inédito e pela sua grandiosidade bem reveladora do que são as forças da Natureza, foi, sem dúvida, o poder ter assistido, em Outubro desse mesmo ano, ao nascimento do vulcão dos Capelinhos e ter-me apercebido de como um fenómeno natural daquelas dimensões pode ter tanto impacte nas vidas das pobres populações de toda a área por ele afectada."


"Foi durante esta crise que o “Príncipe” muito colaborou no esforço das autoridades locais para resolver os problemas surgidos naquela emergência. Assim, para o transporte de víveres das outras ilhas para a Horta e o transporte de desalojados do Faial para fora, o navio foi chamado a fazer, várias vezes, os percursos inter-ilhas. "

"Recordo uma dessas idas até ao vulcão com o 1º Tenente Junqueira e esposa e, noutra ocasião, a presença, a bordo, de dois cientistas bem conhecidos do meio naval, que nos acompanharam de Ponta Delgada até ao Faial em missão de estudo daquele fenómeno. Eram eles o Professor Dr. Orlando Ribeiro que já não se encontra entre nós há vários anos e a Professora Dra. Raquel Soeiro de Brito, hoje mui digna Vice-Presidente da Academia de Marinha." (foto)

Aqui fica o link, para uma leitura na íntegra do Artigo:

http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ago2007/pag_12.html

  • Citações e fotos - "Revista da Armada", nº411 - Agosto 2007, Tomás George Conceição Silva - Gen. da F.A.P.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

The World no Faial

Com 194 metros de comprimento e nove andares, esteve hoje no Faial durante todo o dia. É um navio de cruzeiros diferente, pois é constituído por apartamentos (300) de luxo, com proprietários fixos, ou seja, a maioria dos passageiros são donos dos apartamentos. Uns vivem no navio permanentemente, outros vão visitando o "apartamento" ao longo do ano, como se costuma dizer, uma "rica vida", enfim não está ao alcance de muitos...

Tem uma tripulação de 250 pessoas, e veio de Ponta Delgada onde esteve 3 dias nas Portas do Mar.


Para satisfazer os mais curiosos, aqui fica algumas das diversões a bordo:
-internet de alta velocidade, aulas de dança, salas de cinema, casino, mini-golfe, campo de ténis, biblioteca, música ao vivo, aulas de navegação, aulas de culinária, de línguas estrangeiras, etc...uma imensidão de coisas para fazer.
Para ver mais fotos, clique aqui ---» THE WORLD

sábado, 25 de outubro de 2008

O ELEMENTO

Acabámos de passar por mais uma campanha política, o PORTO DA HORTA, andou na boca de todos os partidos políticos, que por aqui fizeram campanha, promessas vãs?

Só mesmo o tempo, o dirá...

Mas afinal, qual a história deste porto, o que o distingue dos outros, toda a vida fomos criticados por viver á custa de "aventureiros", da marina, etc...

Mas porque razão, agora todos querem Marinas, todos querem ser a porta de entrada do iatismo internacional?

Será que tanta critica, afinal era dor de cotovelo?

Vou transcrever algumas frases, escritas em meados do século passado, para compreendermos o porquê desta Baía, ter sido o que foi, e as suas potencialidades num futuro...



"Um grande elemento de prosperidade da ilha do Faial, aquêle que vem à cabeça do rol, foi sempre o comércio marítimo, o comércio do seu pôrto - a baía da Horta. Para isso Deus a bafejou. Cada região tem o seu motivo de vitalidade ... o Faial teve o merecimento do seu pôrto e da sua situação geográfica a torná-lo ponto de importância para as necessidades das rotas marítimas e outras. Aproveitando, pois, êsse predicado natural não faz e nunca fêz mais que aquilo que deve, como outros... Se o não fizesse seria um crime - uma parvoíce."

Com a chegada em 1809 do cônsul Americano John Dabney, o Porto da Horta começou a ser escala obrigatória, para cargas, descargas e reparações, tudo devido ao "olho" para o negócio desta personagem. No Faial, existiu a nível de reparações navais, operários especializados (calafates) do melhor que existia no País.

As épocas áureas, foram a da laranja e do vinho, passando também pelas frotas baleeiras e como base naval, para se ter uma ideia, aqui ficam alguns números:

Ano de 1856 - 327 navios

Ano de 1877 - 493 navios

Ano de 1878 - 500 navios

Ano de 1919 - 453 navios

Ano de 1920 - 576 navios

Apesar dos altos e baixos, não há nenhum porto nos Açores, que tenha a história desta Baía, será mesmo bairrismo nosso, ou cegueira de governante?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

ASTORIA NO FAIAL

APROVEITANDO O BOM TEMPO

QUE SE FEZ SENTIR HOJE

Os nossos visitantes puderam usufruir de toda a beleza

do anfiteatro da cidade da Horta...




Hoje, apenas o Pico, não dispensou as nuvens, para
o enquadramento paisagístico ser perfeito...

sábado, 9 de agosto de 2008

Baía da Horta - Passado, Presente & Futuro

Já Vicente Tofino (Brigadeiro da Real Armada Espanhola), no século XVIII encarregue pelo seu Governo de fazer um estudo sobre as Costas Atlânticas, não tinha qualquer dúvida em afirmar que o Porto da Horta: "Es el mejor fundeadero de todas las Islas, tanto por lo facil de su entrada, como por lo obrigado de los vientos."



Isso também foi entendido por:

  • "Pelas armadas e combóios da Índia, bordejando para noroeste por causa dos ventos ponteiros do norte, nêle muitas vezes descansavam. Ali ancorou em 1797 uma grande frota, que somava 50 navios, comandada pelo almirante Bernardo Ramires; no ano seguinte outra de 25 velas, sob comando do marquês de Niza."
  • "No tempo de entre-corso americano em 1810 foi esta ilha escolhida pelas duas nações para depósito das cargas que uns traziam e outros levavam... Durante mais de um ano estiveram constantemente fundeados neste pôrto de 60 a 80 navios, descarregando uns e carregando outros, sem que faltassem barcos, marinheiros, jornaleiros para as descargas, transportes e mais serviços..."
  • Mais recentemente "fêz base naval de manobras uma potente esquadra inglesa composta dumas duas dezenas de unidades - couraçados, cruzadores de primeira linha, contratorpedeiros, navios auxiliares."
  • "Os navios de comércio foram ali sempre numerosos, especialmente outrora, no tráfego de vinhos, de exportação de laranja e no de armazenamento de óleo de baleia."
  • Podia ficar aqui, a dar exemplos atrás de exemplos, mas já deu para ficar com uma ideia geral, da importância deste Porto estrategicamente.

A sua importância foi tal, devido a facilidades de ancoragem e protecção, que até surgiu a ideia de elevar o Porto da Horta a porto-franco. Foi o Juiz da Alfândega Diogo Góis Lara de Andrade o primeiro, por volta do ano de 1828, seguiu-se o Conselheiro António Correia Herédia, o Conselheiro Pinto de Magalhães e por fim em 1887 os Ministros Mariano de Carvalho e Emídio de Navarro.


Para finalizar as citações do brilhante Marcelino Lima, nos Anais do Município da Horta, deixo aqui mais um pequeno texto, que é bem elucidativo das características reais da Baía da Horta:

"Os Açôres e designadamente a baía da Horta, pela sua situação geográfica e pelos melhoramentos hidráulicos nela realizados, constituem também uma invejável posição marítima. A aproximada equidistância da Europa, África e América, aquela baía, pelas condições do seu abrigo, oferece à navegação, no meio daquelas procelosas paragens, a máxima vantagem como pôrto de escala e refúgio contra as tempestades." (Morais Sarmento, A defesa das Costas Portuguesas e a aliança luso-inglesa.)


Somos indiscutivelmente a PRINCIPAL porta de entrada nos AÇORES, do IATISMO INTERNACIONAL, apesar de tentarem abafar essa ideia, vamos continuar a lutar para receber directamente os Porta-Contentores (tal como está agora), e não vamos deixar que nos lixem mais uma vez com a Marina.


Fotos - Luís Correia & Miguel Nóia

terça-feira, 13 de maio de 2008

DEBATE - PARTICIPE COMENTANDO - A SUA OPINIÃO É IMPORTANTE


No post recente TRÊS NAVIOS DE CRUZEIRO EM 5 DIAS, um dos nossos visitantes que assina como AMG, fez algumas perguntas interessantes, que me levou a pensar num debate online, assim e pela primeira vez neste blog, já antes tinha sido sugerido pelo meu amigo Geocrusoe, e até à próxima semana, ficará aqui, aberto à discussão. Não voltarei a publicar mais nada até lá, para permitir a quem quiser participar, deixar o seu contributo, desde que seja construtivo.




Antes de mais, é necessário esclarecer um aspecto crucial, ao falar neste assunto é preciso ter em mente que já está em fase de conclusão o primeiro porto construído de raiz, destinado exclusivamente ao movimento de passageiros, nomeadamente navios de cruzeiro. Se o Governo Regional tivesse realizado um estudo independente livre de "bairrismos", sobre qual o melhor porto da região, para a construção de tal infraestrutura, não tenho a menor dúvida que o porto da Horta seria o escolhido, pelas razões que a seguir se descrevem:




  1. Que outro porto, que não o da Horta, apresenta o enquadramento paisagístico magnifico que o envolve?


  2. Para usufruir de tal beleza, nem é necessário abandonar o navio, para um lado temos a mais bela cidade-baía de Portugal, para o outro temos a majestosa Montanha do Pico, o que é impossível de igualar em qualquer outro porto da Região e não só...!


  3. Sabemos à partida, que este tipo de turismo, não fica dependente da capacidade hoteleira instalada em cada ilha, em relação ao serviço de autocarros, já existe alguma capacidade de resposta que pode e deve ser melhorada, tendo em conta o aumento da procura.


  4. Sendo o porto da Horta, aquele que maior movimento de passageiros gera, a nível Açores, não será agora a verdadeira oportunidade de dar o impulso à ideia "triângulo", fazendo os turistas dos cruzeiros, visitarem as ilhas do Pico e São Jorge? Haverá outro porto nesta Região que também disponha da possibilidade de uma oferta destas?


  5. Não será deveras importante que no porto que oferece melhores condições para o turismo de cruzeiro, existir um cais completamente autónomo do movimento do cais comercial?


  6. Estes navios costumam ter uma permanência no porto de algumas horas, é o suficiente sem ter que fazer muitos kms, para ficarem maravilhados com a visita aos miradouros da Espalamaca, do Monte da Guia, e ao futuro miradouro do Monte Carneiro (se algum dia vier a existir!!!), por outro lado, com uma possível visita às duas outras ilhas do triângulo, a permanência no porto teria de ser alargada para dois dias, pois acreditamos que será certamente gratificante para todos os participantes no cruzeiro terem oportunidade de conhecer num curto espaço de tempo a distinta beleza destas três ilhas.


Haverá certamente outros argumentos, e é importante que sejam apresentados e enunciados, para o conhecimento de todos.


FE/LC

sexta-feira, 9 de maio de 2008

TRÊS NAVIOS DE CRUZEIRO EM 5 DIAS

Em dia de apresentação pública através do jornal Incentivo, do novo desenho das alterações a efectuar no anterior projecto para o porto da Horta, ficam aqui algumas imagens do movimento semanal, que por si só demonstram o quanto é necessário pensar bem no que se vai fazer.

"Discovery" - foto de Fernando Duarte (Incentivo)

Em relação à construção da Doca Comercial, com inicio em 1876, costuma-se dizer que foi uma obra de grande visão futurista, atribuída a alguém que via mais para lá do que os outros, será novamente a história que irá recordar a visão ou falta dela neste novo projecto.

"Royal Princess" - foto de Fernando Duarte (Incentivo)

A titulo de brincadeira, pode-se usar um refrão de uma conhecida canção popular, apenas adaptando a outra realidade: põe o barco, tira o barco, à hora que eu quiser, que doca apertadinha, que doçura de maré, tiro cedo, ponho à noite e às vezes à tardinha, estão a tirar contentores e a carregar palhinha.

Foi o que aconteceu quinta-feira com o "Octopus" e o "Seven Seas Voyager".


"Seven Seas Voyager" - foto de Fernando Lemos (Incentivo)

"Octopus" - foto de Fernando Lemos (Incentivo)

Infelizmente, é o que acontece variadíssimas vezes neste porto, quer com navios de grande porte, quer com as embarcações de recreio que já não têm lugar na Marina.


É por estas e por outras, que a mais bela cidade-baía de Portugal, merece sem dúvida um cais de cruzeiros de grande qualidade...!

sábado, 8 de março de 2008

HORTA ANTIGA

PRAÇA DA REPÚBLICA



PROCISSÃO NA FREGUESIA DAS ANGÚSTIAS



"LIMA" A CHEGAR AO PORTO DA HORTA




Restauro da autoria de: Carlos Medeiros

quarta-feira, 28 de novembro de 2007